quarta-feira, 21 de maio de 2014

CAIXA CULTURAL RIO VESTE AS CAMISAS DA SELEÇÃO


Mostra PRELIMINAR apresenta peças usadas por craques em momentos históricos do nosso futebol

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 27 de maio a 8 de junho, a mostra PRELIMINAR, que traz cinco camisas vestidas por craques em momentos marcantes do futebol brasileiro. A mostra apresentará, antecipadamente, algumas peças que foram usadas por legendas como Amarildo, Zagallo e Pelé, e que fazem parte do acervo das copas que estará reunido na exposição BRASIL: um país, um mundo, cuja abertura está marcada para o dia 12 de junho, no estacionamento do Shopping Nova América.  

Entre as peças, está o agasalho de treinamento da Seleção de Brasileira de 1962 usado por Amarildo, o ídolo botafoguense que encantou a todos por cumprir com êxito a mais impossível das missões: substituir o Rei Pelé na Copa do Mundo e trazer o bicampeonato
mundial para o Brasil.

Estarão expostos, também, o uniforme azul que o técnico do Tri, Zagallo, usou na final contra a Itália em 1970, e a camisa usada pelo goleiro Júlio César nas oitavas de final da Copa  de 2010, um passeio brasileiro sobre o Chile que terminou em incontestáveis 3 a 0.

Outro destaque é camisa usada por Pelé na derrota para Portugal durante a Copa de 1966, em que o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase de forma melancólica — quando o Rei teve que sair carregado de campo após ter sido alvo do jogo violento dos portugueses. Representando a Copa de 1986, está a camisa que o zagueiro Oscar usou no jogo contra a França.

As exposições PRELIMINAR e BRASIL: um país, um mundo têm o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Serviço:
Exposição “PRELIMINAR”
Abertura para convidados: 26 de maio
Visitação: 27 de maio a 8 de junho (terça-feira a domingo)
Horário:das 10h às 21h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Sala Margot
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Entrada Franca
Classificação indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

CAIXA ABRE SELEÇÃO PARA PATROCÍNIO CULTURAL


Serão investidos, em 2015, mais de R$ 50 milhões em projetos culturais

A Caixa Econômica Federal abre inscrições, nesta quinta-feira (22), para a seleção de projetos culturais a serem realizados em 2015. Os interessados poderão se inscrever nos quarto programas culturais da CAIXA: Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural, Apoio ao Artesanato Brasileiro, Apoio a Festivais de Teatro e Dança e Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro Biênio 2015/2016.

Todas as informações necessárias à participação nos programas estarão disponíveis nos regulamentos, publicados no sítio http://www.programasculturaiscaixa.com.br. As inscrições serão feitas exclusivamente por meio de formulário eletrônico, até o dia 7 de julho de 2014, às 18h (horário de Brasília), e somente as inscrições preenchidas corretamente serão acatadas. Não serão aceitos projetos enviados por quaisquer outros meios.

As dúvidas relacionadas aos programas deverão ser encaminhadas à CAIXA por meio da ferramenta Fale Conosco, disponível no sítio de inscrição: http://www.programasculturaiscaixa.com.br.

Programas Culturais da CAIXA:
A CAIXA mantém quatro programas de apoio à cultura: Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural, Apoio ao Artesanato Brasileiro, Apoio a Festivais de Teatro e Dança e Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro. Este último é bianual e, no biênio 2013/2014, contemplou 12 projetos com um investimento total de R$ 2.383.135,87.

O Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural vai selecionar projetos para compor a programação em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, no período compreendido entre os meses de março de 2015 e fevereiro de 2016, podendo ser estendido até fevereiro de 2017, em caso de projetos itinerantes (aqueles realizados em mais de uma Unidade). O valor máximo de patrocínio, por cidade solicitada, é de R$ 300 mil. Cada proponente pode apresentar até dez projetos, podendo cada um ser realizado em uma ou mais cidades com CAIXA Cultural. Serão aceitos projetos de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, videoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances); teatro (contemporâneo, físico, circo-teatro, performance de palco, etc.); dança (contemporânea, clássica, dança-teatro, etc.); música e cinema. Poderão ser apresentados ainda, projetos para palestras, encontros, cursos, oficinas e lançamento de livros.

O Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro vai selecionar projetos que visem ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional brasileiro. O projeto pode contemplar uma ou mais unidades produtivas, ainda que em municípios ou localidades diferentes, e cada proponente pode apresentar um único projeto. O valor máximo concedido será de R$ 50 mil.

O Programa CAIXA de Apoio a Festivais de Teatro e Dança selecionará projetos de festivais em todo o território nacional, a serem realizados no período de janeiro a dezembro de 2015. O valor máximo concedido será de R$ 200 mil. Serão considerados somente os festivais que contemplem a partir de cinco companhias ou grupos de teatro/dança participantes, e que tenham, no mínimo, dez espetáculos distintos, além de palestras, oficinas e cursos.

O Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro selecionará projetos que visem assegurar a democratização do acesso, a preservação do patrimônio cultural do país, a promoção de ações de arte-educação e de programação cultural em museus. O Programa beneficiará instituições museológicas nacionais. Cada proponente pode apresentar um único projeto e o valor máximo concedido será de R$ 400 mil.

Projetos selecionados em 2013:
A CAIXA selecionou, no ano passado, 310 projetos para ocupação dos espaços da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, para realização, no período de março de 2014 a fevereiro de 2015, com um investimento de mais R$ 37 milhões.

Para festivais, foram destinados R$ 3,7 milhões, que contemplaram a realização de 47 projetos. Já o Programa de Artesanato selecionou 19 projetos para realização ao longo de 2014, com investimento de R$ 563 mil.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Agenda Caixa Cultural


SETENTA’, DE EMÍLIA SILVEIRA, GANHA TRAILER OFICIAL


Documentário escrito por Sandra Moreyra estreia 29 de maio
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Setenta, de Emília Silveira, acaba de ganhar o primeiro trailer oficial. O documentário conta a história do sequestro ao embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, no Brasil, em 1970. Em troca, os sequestradores queriam – e conseguiram - a liberdade de 70 presos políticos. No filme, 18 personagens relembram essa história, mais de 40 anos depois. 

O longa é produzido por  Cavi Borges, Emília Silveira, Sandra Moreyra e Jom Tob Azulay e é uma coprodução GLOBO FILMES, CAVIDEO, CANAL BRASIL e 70 FILMES. O lançamento pela LIVRES Filmes está previsto para 29 de maio de 2014.

O trailer pode ser conferido no link: https://www.youtube.com/watch?v=3xcLk31n6C8


Setenta participa do Festival de Documentários de Londres, em novembro, participou do 16º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, em abril, do 4º FEMCINE – Festival Cine de Mujeres – Chile, em março. No ano passo venceu o Prêmio do Júri Popular de Melhor Longa Metragem e o Prêmio Especial do Júri no 8º Festival Aruanda, em João Pessoa, em dezembro, da 37ª Mostra de Cinema Internacional em São Paulo, em outubro, e do Festival do Rio - mostra Fronteiras, em setembro e outubro.

SINOPSE

No dia 7 de dezembro de 1970 grupos de combate à ditadura capturam o embaixador suíço no Brasil. Começava o mais longo sequestro político da história do país. Giovanni Enrico Bucher ficou quarenta dias no cativeiro. Os sequestradores queriam a liberdade de setenta presos políticos. Conseguiram. Os setenta saíram da prisão e foram expulsos do Brasil por decreto presidencial. No dia 14 de janeiro de 1971, foram embarcados num avião para o Chile. Dois dias depois, o embaixador foi libertado. O filme SETENTA reencontra 18 personagens desta história, mais de quarenta anos depois. Quem são eles? O que pensam? Como conduzem as suas vidas? O que mudou? O que ficou dos ideais e dos sonhos da juventude? Quem eram eles aos vinte anos? O que pensavam? O que esperavam do futuro? Eles são os protagonistas de uma história não oficial. Ao filme SETENTA interessaram fatos e versões, lembranças e imagens que ajudaram a trazer até os nossos dias acontecimentos e sensações. Hoje, aqueles “guerrilheiros urbanos” são professores, políticos, executivos, donas de casa que, muito jovens, foram presos, torturados, exilados. O documentário SETENTA mistura a emoção de revisitar o passado com uma visão, às vezes, até bem humorada de tudo que viveram. Muitos anos se passaram e agora temos o relato de quem conheceu a dor e a violência, sobreviveu, construiu sua própria história e continua acreditando que é possível melhorar o mundo. Eles são os nossos personagens. Eles conduzem a nossa história. Eles são o nosso filme. 

FICHA TÉCNICA

Direção Emília Silveira
Coprodução GLOBO FILMES, CAVIDEO, CANAL BRASIL, 70 FILMES
Uma Produção Cavi Borges, Emília Silveira, Sandra Moreyra, Jom Tob Azulay.
Roteiro Sandra Moreyra
Direção de Fotografia Vinicius Brum
Segunda Câmera Vinicius Charret
                                Cecilia Figueiredo
Montagem  Joana Collier
Trilha Original Fabio Mondego
Desenho de Som e Mixagem François Wolf
Som Direto Márcio Câmara
Efeitos Visuais Patricia Tebet
Assistente de Direção Cecilia Figueiredo
  Rosane Hatab
  Marcia Pitanga
Assistente de Roteiro Patricia Silveira
Pesquisa Antonio Venancio
    Margarida Autran
    Marcelo Zelic
    Maria Fernanda Scelza
Consultoria de Conteúdo e Personagens Chico Mendes
Direção de Produção Rosane Hatab
Coordenação de Produção Marcia Pitanga
Produção Cavideo Daniel Barbosa
Duração: 96 min
Gênero / Tipo: Documentário
Formato: Equinox
Distribuição: LIVRES Filmes
Ano de Produção: 2013
Classificação: 12 anos

PERSONAGENS

Frei Tito de Alencar
Jaime Cardoso
Marco Maranhão
Carmela Pezzuti
Chico Mendes
Elinor Brito
Reinaldo Guarany
Luís Alberto Sanz
René de Carvalho
Affonso Alvarenga
Mara Curtiss Alvarenga
Jean Marc Von Der Weid
Nancy Mangabeira Unger
Bruno Dauster
Vera Rocha Dauster
Wilson Barbosa
Ismael de Souza
Maria Auxiliadora Lara Barcelos (Dora)



Cinema do IMS-RJ reabre com mostra de Wang Bing

A partir do dia 16 de maio, o cinema do IMS-RJ apresentará uma mostra dedicada ao cineasta chinês Wang Bing, considerado um dos principais nomes do documentário contemporâneo.

Até o dia 25 de maio a mostra exibe, entre outros, À oeste dos trilhos, documentário dividido em três partes: Ferrugem,Vestígios e Trilhos. Este foi o primeiro filme do diretor após se formar na Academia de Cinema de Pequim em 2003. A obra pode ser entendida como uma crônica das transformações sociais e econômicas da China, a partir do declínio da indústria metalúrgica próxima à Shenyang, no nordeste do país. Sobre o processo de realização de À oeste dos trilhos, diz Wang Bing: “Às vezes você pode confiar em sua capacidade de compreender a verdade, mas às vezes você se sente perdido e acha que nunca vai alcançá-la. Com relação a isso, estou plenamente consciente de que o meu filme é um intermediário entre a minha vida e a vida do meu interlocutor. O resultado dessa interação é que pode ser considerada a verdade de um documentário”.

Além deste filme, também estarão em cartaz produções como Fengming: memórias de uma chinesaTrês irmãs e o mais recente filme de Bing, Até que a loucura nos separe (2013), observação minuciosa do cotidiano de um hospital psiquiátrico público localizado no sul da China, apresentada nos festivais de Veneza (2013) e Rotterdam (2014).


PROGRAMAÇÃO


16 DE MAIO

14h00 :  À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 1: Ferrugem.)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 244’)

17 DE MAIO
14h00 : À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 2: Vestígios)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 178’)

19h30 : À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 3: Trilhos)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 132’)


18 DE MAIO

14h00 : Até que a loucura nos separe (Feng ai)
Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (Hong Kong, Japão, França, 2013. 227’)

19h30: Três irmãs (San Zimei)
de Wang Bing (China, França, 2012. 153’)

23 DE MAIO

14h00 : Fengming: memórias de uma chinesa (He Fengming)
Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (China, França, 2007. 186’)

19h30: Três irmãs (San Zimei)
de Wang Bing (China, França, 2012. 153‘)

24 DE MAIO

14h00 : Até que a loucura nos separe (Feng ai)
Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (Hong Kong, Japão, França, 2013. 227’)

18h00 : À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 1: Ferrugem)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 244’)

25 DE MAIO

14h00 : À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 2: Vestígios)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 178’)

19h30 : À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 3: Trilhos)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 132’)

Sinopses

Até que a loucura nos separe (Feng ai)
Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (Hong Kong, Japão, França, 2013. 227’)
Classificação indicativa: 16 anos

O cotidiano de um hospital psiquiátrico isolado no sudoeste da China com cerca de 100 pacientes, homens detidos por várias razões e distúrbios. Solitários, abandonados por parentes que raramente visitam, alguns foram simplesmente abandonadas ali pelo
governo local por terem quebrado regras.


À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 1: Ferrugem.)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 244’)
Classificação indicativa: 16 anos

Entre 1999 e 2001, para seu filme de estreia, o diretor seguiu a antiga linha de trens que cortava a área industrial de Tiexi, no Nordeste da China, para documentar a situação precária de trabalhadores do que foi um dia o grande centro da indústria  metalúrgica chinesa. Em Ferrugem, ele mostra a desintegração da cidade. Expõe as precárias condições de trabalho numa fundição, numa fábrica de cabos elétricos e numa outra de chapas metálicas – máquinas desgastadas, ausência de medidas de segurança e de equipamentos para proteger os trabalhadores de substâncias tóxicas. Com um sistema de produção obsoleto, as fábricas enfrentam a falta constante de matérias primas, e os trabalhadores vão pouco a pouco perdendo o emprego.

À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 2: Vestígios) Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 178’)
Classificação indicativa: 16 anos

Vestígios segue as famílias de trabalhadores de um antigo conjunto residencial operário com a atenção voltada para as crianças e os adolescentes obrigados a lidar com um inevitável deslocamento, expulsas da cidade pelo fechamento das fábricas de Tiexi. Outrora o grande centro da indústria pesada, Tiexi, no nordeste da China, é agora um cenário de decadência. Com as reformas econômicas, as falências, demolições e transferências de fábricas para outras regiões deixaram comunidades inteiras sem emprego.

À oeste dos trilhos (Tie Xi Qu. Parte 3: Trilhos)
Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 132’)
Classificação indicativa: 16 anos

O cotidiano de pai e filho que limpam os pátios ferroviários das fábricas mortas em Tiexi, no nordeste da China, outrora um grande centro industrial, agora um cenário de decadência. Buscam peças para tentar vender como matéria bruta para as fábricas que ainda funcionam. Com as reformas econômicas, as falências, demolições e transferências de fábricas deixaram comunidades inteiras sem emprego. Trabalhadores deixados para trás, sobrevivem da venda de ferro-velho das fábricas demolidas.

Fengming: memórias de uma chinesa (He Fengming)
Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (China, França, 2007. 186’)
Classificação indicativa: 16 anos

Uma longa entrevista em que He Fengming relata sua participação e punição na Revolução Cultural Chinesa. Ela e o marido, jovens jornalistas, foram presos como inimigos do Estado, depois da publicação de críticas contrárias à campanha “Que se abram mil flores”. Presos, foram enviados a diferentes em campos de trabalhos forçados, lugares de humilhação, castigos físicos e morte. Embora tenha filmado todo o tempo com uma única câmera e um mesmo ponto de vista, o depoimento foi filmado em diferentes ocasiões: depois de uma versão de cerca de uma hora e outra de pouco mais de duas horas, Wang Bing voltou a entrevistar sua personagem para compor, finalmente, a versão definitiva, com pouco mais de três horas de duração.


Três irmãs (San Zimei)
de Wang Bing (China, França, 2012. 153’)
Classificação indicativa: 16 anos

Três crianças pobres de uma família de camponeses. Apesar de estarem próximas dos avós e tios, vivem sozinhas por abandono da mãe. A mais velha, Yingying, é deixada ainda mais sozinha quando o pai resolve levar as duas menores para a cidade.

Ingressos

R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)

Ingressos disponíveis também em www.ingresso.com
Sessões para escolas e agendamento de cabines pelo telefone (21) 3284 7417

Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.
Capacidade da sala: 113 lugares


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lançamento da ZUM #6 no Rio de Janeiro terá bate-papo entre Antonio Manuel, Luiz Camillo Osório e Thyago Nogueira




Nas bancas desde o fim de abril, a 6ª edição da revista ZUM – publicação de fotografia contemporânea do IMS – realizará um evento de lançamento no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio, às 19h30, na Livraria da Travessa - Shopping Leblon (Av. Afrânio de Mello Franco, 290 – loja 205A – 2o piso). Na ocasião, Thyago Nogueira, editor da revista e coordenador de fotografia contemporânea do IMS, conversará com Antonio Manuel, artista presente nesta edição, e Luiz Camillo Osorio, crítico de arte, professor de filosofia da PUC-Rio e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

As inscrições para a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS 2014 seguem até o dia 23 de junho e contemplará dois projetos entre os inscritos com uma bolsa no valor de R$ 65 mil para cada.


Um dos destaques da nova edição da revista ZUM é o fotógrafo carioca Alair Gomes (1921-92). Intelectual autodidata e artista obsessivo, Alair embarcou tarde na fotografia, e sua obra, cuja faceta mais conhecida são as fotos dos rapazes de Ipanema, só ganhou prestígio após sua morte. As séries A não história de um chofer e Praça da República foram garimpadas de seu acervo, guardado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e são publicadas agora pela primeira vez. Além das 150 mil imagens, diários e manuscritos encontrados no acervo atestam o rigor e a originalidade de seu pensamento, como prova o texto “Reflexões críticas e sinceras sobre a fotografia”, escrito em 1976 e inédito, também publicado nesta edição da ZUM.

Em ensaio elaborado a convite da ZUM, Dayanita Singh narra sua carreira por meio de seus projetos mais importantes e embalada por diversas influências, como a literatura de Italo Calvino e as sinfonias de Gustav Mahler. Ainda pouco conhecida no Brasil, no ano passado a fotógrafa ganhou uma retrospectiva em Londres e expôs seu trabalho no pavilhão da Alemanha da 55ª Bienal de Veneza. Nascida em Nova Délhi, em 1961, Dayanita retratou em preto e branco a vida indiana e os personagens idiossincráticos de um país ainda pouco conhecido no Ocidente. Consagrou-se como fotojornalista, atividade de que acabou se afastando para se dedicar aos livros e às exposições. Nos últimos anos, tem explorado o uso da cor e a relação entre a palavra e a fotografia.
O paulistano Rubens Mano apresenta uma coleção de 60 fotografias extraídas de seus vídeos de Brasília. Neste álbum fotográfico, a capital do país é vista de forma pouco comum, em que planejamento e informalidade embaralham a rígida separação entre plano piloto e cidades-satélites.

Raul Garcez (1949-87) fotografou o conjunto habitacional Várzea do Carmo, o mais antigo de São Paulo, entre outubro de 1979 e abril de 1980. As fotografias apresentam a intimidade dos moradores em uma rara combinação de olhar antropológico e investigação formal. Garcez produziu 780 imagens, e apresentou 42 em sua única exposição individual, em 1980, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A ZUM selecionou 16 fotos, muitas delas inéditas, para o ensaio que apresenta nesta edição, comentado por Antonio Risério.

Na década de 1970, em uma palestra bem-humorada e confessional, o fotógrafo Richard Avedon (1923-2004) desafia a naturalidade da pose ao declarar a impostura de seus álbuns de família e sua admiração pelos desenhos de Egon Schiele. Traduzido pela primeira vez para o português, o texto é uma aula sobre a arte do retrato.

O premiado escritor Cees Nooteboom investiga a maneira holandesa de olhar e os segredos que guardam os retratos de Rineke Dijkstra. Rineke expõe o desconforto de jovens e crianças convidados a posar às vezes por longos períodos em parques de vegetação exuberante.

A jornalista Dorrit Harazim apresenta a história de Malick Sidibé, o inconfundível narrador visual do Mali, prestes a completar 80 anos. De um singelo estúdio em atividade até hoje, ele retratou a efervescência da descolonização e um povo reassumindo a identidade. A ZUM publica uma série de retratos de Malick, sendo um deles a capa desta edição.

No ano em que o golpe militar completa 50 anos, a ZUM resgata o trabalho de Antonio Manuel, que se valeu da imagem fotográfica e de intervenções na imprensa para amplificar sua voz crítica e artística.

Feitas nos últimos anos de vida, as imagens em cor de David Perlov (1930-2003), considerado pioneiro do cinema moderno em Israel, são uma declaração de amor ao cotidiano e um dos pontos altos de sua produção fotográfica. A ZUM publica uma seleção dessas imagens, e seu Diário, filmado entre 1973 e 1983, será lançado no dia 26 de abril, em DVD, pelo IMS.

A ZUM conversou com o crítico e professor de fotografia Fred Ritchin a propósito de seu livro mais recente, que trata dos impasses do fotojornalismo atual, do papel do fotógrafo e dos desafios gerados pelas mídias digitais. Na entrevista pontuada por questões das mais atuais, Ritchin sugere que os jornalistas encontrem novas maneiras de narrar visualmente um evento e declara seu entusiasmo pelo jornalismo cidadão, ainda que pondere os riscos da reportagem engajada e da falta de filtros na informação. A matéria é ilustrada por um ensaio do coletivo Mídia Ninja sobre temas que tocaram o país e o mundo.

O crítico britânico John Berger investiga o drama moral inscrito nas imagens do fotojornalista americano W. Eugene Smith (1918-1978), que ficou famoso pela cobertura apaixonada da Segunda Guerra Mundial e pelas reportagens de cunho social que fez para a revista Lifenas décadas de 1940 e 1950.


ZUM #6
184 páginas
R$ 49,50





Lançamento ZUM #6
Rio de Janeiro
20/maio, às 19h30, Livraria da Travessa - Shopping Leblon
Av. Afrânio de Mello Franco, 290 – loja 205A – 2o piso
Bate-papo entre Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS, o artista Antonio Manuel e Luiz Camillo Osorio, crítico de arte, professor de filosofia da PUC-Rio e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro


Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP: 22451-040. Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559

Futebol é Arte no MIS-RJ