sexta-feira, 18 de março de 2016

TEATRO - CAIXA PHOSPHORUS REESTREIA NO RIO DE JANEIRO


Protagonizada por Daniela Carvalho e Ivan Mendes"Caixa de Phosphorus”  foi a peça mais elogiada no ano em que estreou na FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra) em novembro de 2011.
Com texto da premiada autora Renata Mizrahi, que comemora quatro anos de sucesso com nova temporada no Teatro Cândido Mendes, conta com a direção de Susanna Kruger.
"Caixa de Phosphorus” é mais uma história sobre um encontro em meio a um mundo de desencontros. Renata Mizrahi tece diálogos dos quais o humor leva o espectador a testemunhar a história desse encontro através de diálogos ágeis e de uma poesia característica da autora. Há quatro anos a peça vem encantando e divertindo plateias de todas as gerações. Susanna Kruger que além da direção assina a trilha sonora da peça, fez uma pesquisa das diversas interpretações da obra de Pixinguinha – CARINHOSO, e elas entram em cena dialogando com a encenação
Um espetáculo sobre o amor e suas nuances: as suas dificuldades, seus desafios, suas belezas. O amor que também está inserido no mundo tecnológico e os novos comportamentos sociais. Através do humor, dos diálogos ágeis e da poesia a peça vai encantar e divertir plateias de todas as gerações.
Ao longo de quatro anos de temporada o mundo mudou. Os atores cresceram e, junto com eles, o espetáculo veio o amadurecimento. O que não mudou foram a necessidade e a importância de falar de amor em um mundo cada vez mais imediatista e apegado a relações virtuais.
Serviço:
Teatro - Caixa de Phosphorus
Temporada: de 11 de Março a 24 de Abril
Classificação: 12 anos
Local: Teatro Cândido Mendes
Endereço: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema – Tel: 2523-3663
Horários: Sextas e sábados, 21h – domingos, 20h
Ingressos: R$ 50 (inteira)
Duração: 60 min.
Gênero: Comédia romântica

quinta-feira, 17 de março de 2016

MÚSICA - RÁDIO CIDADE PROMOVE SHOW DE ANIVERSÁRIO COM BANDAS NACIONAIS


A Rádio Cidade voltou e fincou a bandeira rock‘n’roll no dial do Rio! E nos 2 últimos anos, representou e celebrou o “santo nome” do rock com novas bandas, sons e artistas; clássicos inesquecíveis; boletins dedicados ao surf, futebol e cervejas, além de informativos dos maiores nomes do cenário musical. E para comemorar seu segundo ano de retorno, a 102,9 FM vai detonar com uma mega festa em uma das maiores casas de espetáculos do Rio, o Barra Music, com artistas emblemáticos do cenário do rock nacional. 
Kita, Scalene, Suricato, Detonautas, Matanza, Titãs e CPM 22, com participação do Dinho Ouro Preto  quebrarão tudo com a rádio que trouxe de volta para os ouvintes cariocas o gênero musical que faz história há décadas.
Serviço:
Show - Aniversário da Rádio Cidade 
Classificação: 18 Anos.
Data: 24 de Março
Local: Barra Music - Endereço: Av. Ayrton Senna, Nº 5.850.
Venda de ingressos no local, pelo site https://www.ingressorapido.com.br/  e nos pontos de venda 
Mais informações no site: http://radiocidade.fm/showdeaniversario2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

IMS-RJ RECEBE A EXPOSIÇÃO MODERNIDADES FOTOGRÁFICAS


Depois de estrear em Berlim e passar por Lisboa, Paris e Madri, os fotógrafos José Medeiros, Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Hans Gunter Flieg integram a mostra que foi eleita uma das cinco melhores exposições do mundo para serem visitadas

Modernidades fotográficas, 1940-1964 é a nova exposição de longa duração em cartaz na Galeria Marc Ferrez no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. A partir de 20 de março, será possível explorar mais de 160 imagens de quatro grandes fotógrafos brasileiros num período crucial para a formação da fotografia moderna no país. Com curadoria de Ludger Derenthal, coordenador da coleção de fotografia da Kunstbibliothek em Berlim, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a mostra apresenta do fotojornalismo de José Medeiros (1921-1990) ao modernismo de Marcel Gautherot (1910-1996), da abstração de Thomaz Farkas (1924-2011) à fotografia industrial de Hans Gunter Flieg (1923) – com um país em rápida e contraditória transformação como pano de fundo. No dia 19 de março, às 17h, por ocasião da abertura, acontecerá uma visita guiada com Samuel Titan Jr.

Em outubro de 2013, a exposição Modernidades fotográficas, 1940-1964 iniciou sua itinerância pelo Museum für Fotografie, em Berlim, depois seguiu para a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e em seguida para a Fondation Calouste Gulbenkian, em Paris. Por fim, foi exibida no fim do ano passado no Círculo de Belas-Artes de Madri. Acompanha a mostra um catálogo com dois ensaios de Samuel Titan Jr. e textos de Lorenzo Mammì, curador geral de programação e eventos do IMS, Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, e Helouise Costa, curadora do Museu de Arte contemporânea (MAC USP).

Em um período de grande fluxo migratório, a origem dos quatro fotógrafos não poderia ser mais distinta. Gautherot era parisiense, de origem operária, com formação em arquitetura e com a vida mais nômade entre eles. Simpático à esquerda, tinha especial interesse pelo processo de formação de uma identidade nacional e colaborou com diversas iniciativas e órgãos do Estado brasileiro. Flieg, judeu alemão que fugiu do nazismo e da guerra, foi o único a estabelecer um estúdio fotográfico e prestou serviço para clientes quase sempre industriais, criando para si uma imagem de fotógrafo profissional. Medeiros, brasileiro do Piauí, estado podre e sem tradições artísticas, foi o fotojornalista por excelência, aprendendo o ofício no dia a dia das redações do Rio de Janeiro, onde se estabeleceu. Farkas nasceu em Budapeste, em uma família de comerciantes judeus de material fotográfico, se interessou bastante jovem pela fotografia como linguagem e se tornou o mais “artista”, o mais “vanguardista” do grupo.

Essa riqueza cultural resultou em uma exposição de grande variedade formal e estilística, mas também de enorme riqueza como registro documental de um país vasto e plural. Os temas são os mais variados: paisagens intocadas na Amazônia, fábricas e usinas, religiões africanas, futebol e carnaval, estátuas e igrejas barrocas, ferramentas mecânicas, festejos populares no campo, glamour mundano e cosmopolita nas cidades, tribos indígenas no Centro-Oeste, edifícios modernistas em São Paulo e no Rio de Janeiro, além, claro, da construção da capital do país

A partir de 1940, quando se fixa definitivamente no Brasil, Gautherot empenhou-se em registrar e conhecer o país que adotou, viajando muito, especialmente para o Norte e o Nordeste. Logo de início, foi trabalhar junto com o Serviço do Patrimônio Histórico, registrando monumentos do período colonial, especialmente a arquitetura barroca e a obra do Aleijadinho em Minas Gerais. Nessa mesma época, tornou-se o fotógrafo preferido de Oscar Niemeyer, fotografando suas criações, e teve amplo acesso à construção de Brasília, onde registrou os três anos de obras da cidade. Sua convivência e amizade com intelectuais ligados ao movimento modernista dos anos 1920 o levaram a documentar também as festas populares brasileiras.
           
Para entender a obra de Medeiros, é preciso considerá-la dentro do universo da imprensa. Sua linguagem fotográfica se estabeleceu no diálogo entre o fotojornalismo e as grandes revistas ilustradas que existiam nas décadas de 1940 e 1950, sendo a revista O Cruzeiro o melhor exemplo brasileiro, onde trabalhou por 15 anos. Suas coberturas fotográficas iam da vida glamurosa do Rio de Janeiro, com seus personagens deixando-se fotografar, ao rito de iniciação do candomblé na Bahia. Documentou também a Marcha para o Oeste, programa estatal de ocupação e consolidação de territórios, do qual a construção de Brasília foi parte fundamental.

Farkas ganhou sua primeira câmera aos oito anos de idade e explorou a região onde morava, registrando a passagem de um Zeppelin, em 1936, e a inauguração do estádio do Pacaembu, em 1940. Mas só dois anos mais tarde deu seu passo decisivo para se tornar fotógrafo, ao ingressar no Foto Cine Clube Bandeirantes, onde se encontravam nomes como Geraldo de Barros e German Lorca. Ali, se interessou por uma ideia de gramática visual pura, flertando eventualmente com a abstração. Nos anos seguintes, sua amizade com Medeiros o levou a se aproximar de uma fotografia mais humanista, mas nunca esquecendo suas primeiras referências. A partir desse momento, iniciou sua passagem gradual para o cinema documental e surgiu então a Caravana Farkas, responsável por uma série de filmes documentários de curta e média-metragem, a maioria em 16 mm, que tinham o propósito de apresentar ao Brasil facetas pouco conhecidas do país.

Flieg chegou ao Brasil em 1939 com algum conhecimento em fotografia, por ter trabalhado, ainda em Berlim, com a fotógrafa Grete Karplus, além de algum conhecimento das vertentes da fotografia contemporânea alemã, como a Bauhaus e o movimento Neue Sachlichkeit (Nova Visão). Com essa bagagem, instalou-se em São Paulo e abriu seu estúdio, construindo uma imagem de excelência profissional. Durante três décadas, acumulou um arquivo de imagens que documenta como poucos o processo de industrialização do Brasil, especialmente da cidade que escolheu viver. Atendeu clientes como Pirelli, Mercedes-Benz e Willys-Overland, além de ter fotografado grandes projetos de engenharia. Seus trabalhos normalmente eram encomendas para campanhas publicitárias ou para relatórios e brochuras institucionais.

Para saber mais sobre os fotógrafos:

Serviço:
Modernidades fotográficas, 1940-1964
CuradoriaLudger Derenthal e Samuel Titan Jr.
Abertura: 19 de março, às 17h. Neste horário acontecerá uma visita guiada com o curador Samuel Titan Jr.
Visitação: de 20 de março de 2016 a 26 de fevereiro de 2017
Data: De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas mediadas para grupos: agendar pelo telefone (21) 3284 7485 ou educativo.rj@ims.com.br

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

terça-feira, 15 de março de 2016

IMS-RJ APRESENTA RECITAL DEDICADO A ERNESTO NAZARETH


Alexandre Dias tocará músicas inéditas de dez grandes compositores contemporâneos dedicadas a Nazareth, produzidas nos últimos três anos

No dia 19 de março, às 20h, acontecerá, no auditório do IMS-RJ, o recital Ernesto Nazareth 150 +3: contemporâneo, com o pianista Alexandre Dias. Ernesto Nazareth (1863-1934) foi um dos compositores mais importantes do Brasil, considerado um dos pais do choro e do piano brasileiro. Sua obra influenciou diversas gerações de músicos, e vem ganhando forte reconhecimento, especialmente depois que seus manuscritos foram nomeados Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco, na categoria Memória do Mundo, em 2014.

A série anual Ernesto Nazareth 150+, produzida pelo Instituto Moreira Salles, que agora está na quinta edição, já se tornou tradicional no cenário musical do Rio de Janeiro, homenageando o compositor carioca com concertos e shows. Esta edição trará um repertório diferente. Em vez dos tradicionais tangos brasileiros, polcas e valsas (como “Odeon”, “Apanhei-te cavaquinho” e “Brejeiro”), Dias irá tocar músicas inéditas que encomendou a dez grandes compositores contemporâneos, realizadas nos últimos três anos, todas dedicadas a Nazareth. A idéia é apresentar novos olhares sobre um compositor brasileiro que nasceu há mais de 150 anos, evidenciando elos profundos na música brasileira que atravessam os tempos.

Os dez compositores são amplamente reconhecidos no cenário brasileiro (sendo um deles americano), e cada um trouxe sua visão sobre Nazareth, de uma maneira muito particular, misturando seu próprio estilo ao do antigo mestre. O leque de estilos musicais é extremamente amplo, indo desde gêneros tradicionais como o choro, composto por Villani-Côrtes, até a música experimental de Jorge Antunes, que utiliza pregadores em cordas do piano. O fluxo de pensamentos de Nazareth será explorado por Ricardo Tacuchian, que simula uma visita post-mortem do compositor à antiga sala de espera do Cinema Odeon, repleta de lembranças; e por Tim Rescala, que utiliza o humor para simular os devaneios de um entediado Nazareth ao piano. As músicas de Edino Krieger e do americano David Thomas Roberts ressaltarão o lado poético de Nazareth, com grande lirismo; Ronaldo Miranda criou uma série de variações sobre um dos choros de Nazareth; Marlos Nobre criou uma segunda Nazarethiana (após 50 anos da composição da primeira); e, para finalizar, teremos um estudo de Fabiano Borges escrito originalmente para violão, aqui transcrito para piano, e um genial passeio de André Mehmari sobre o universo nazarethiano.

Neste mesmo dia, acontece também o lançamento do terceiro e último volume de composições de Nazareth no formato melodia & cifra, com 60 músicas para download gratuito. O site Ernesto Nazareth 150 anos (www.ernestonazareth150anos.com.br) disponibiliza, desde 2012, todas as suas mais de 200 partituras, tanto na versão original para piano solo, como em adaptações para melodia e cifra, sua discografia completa para se ouvir online – são mais de três mil registros fonográficos minuciosamente catalogados –, diversas fotos raras, biografia, linha do tempo e textos com pesquisas inédita.

Programa do recital

Marlos Nobre - Nazarethiana n. 2
Jorge Antunes - Tanguinho do Alexandre
Edino Krieger - Passacalha para Nazareth
Villani-Côrtes - Choro dengoso
Ricardo Tacuchian - Ernesto Nazareth no Cinema Odeon
David Thomas Roberts - Remembrance
Ronaldo Miranda - Aeroflux (revisitando Nazareth)
Tim Rescala - Os devaneios de um entediado Ernesto Nazareth ao tocar num despovoado Cinema Odeon
Fabiano Borges - Estudo nazarethiano n.5 (transcrição de Alexandre Dias para piano solo)
André Mehmari - Passeando com Nazareth
Serviço:
Ernesto Nazareth 150 + 3: contemporâneo
Recital do pianista Alexandre Dias

Data: 19 de março, sábado às 20h
Ingresso: R$30 e R$15 (meia)
À venda na recepção do IMS no horário de funcionamento do centro cultural.
Sujeito à lotação do auditório.

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

www.ims.com.br
http://twitter.com/imoreirasalles
http://instagram.com/imoreirasalles/
http://www.facebook.com/InstitutoMoreiraSalles


CAIXA CULTURAL DO RIO DE JANEIRO EXIBE EXPOSIÇÃO COLETIVA DE ARTISTAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS


Mostra reúne pinturas, esculturas, desenhos, objetos, performances, instalações, vídeos, bordados e diagramas de artistas de diversas gerações

Obras de dez artistas contemporâneos estarão reunidas na coletiva Nós, em cartaz na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 31 de março a 8 de maio. Com concepção e curadoria de Fernanda Pequeno, a mostra discute as relações de afeto por meio de 20 trabalhos, entre desenhos, objetos, performances, instalações, vídeos, bordados, diagramas, esculturas e pinturas de artistas de diversas gerações: Arthur Bispo do Rosário, Alexandre Sá; Ana Miguel; Anna Maria Maiolino; Cristina Salgado; Daniela Mattos; Leo Ayres; Renato Bezerra de Mello; Ricardo Basbaum e Tunga.

O título da exposição refere-se tanto a primeira pessoa do plural – nós: o eu e o outro – quanto o plural de nó – forma de amarração ou entrelaçamento. Os diferentes tipos de nós são usados para funções diversas, e a imagem do nó diz respeito também a uma forma mais atada de laço ou teia.

As forças e as fragilidades dos afetos não dizem respeito apenas às relações entre os humanos, mas estão também presentes nas relações que os seres humanos estabelecem com objetos, animais e mesmo com as máquinas. A montagem da exposição relaciona trabalhos distintos de forma a problematizar a polarização entre esforços e afetos. O próprio afeto, assim, poderá ser entendido em sua ambivalência, na sua polaridade, em seus pontos positivos e negativos.

“A ideia da exposição é lidar com os antagonismos contidos nos relacionamentos. O título Nós sintetiza a ideia de um laço tão apertado que pode, inclusive, ser impossível de ser desatado”, comenta a curadora Fernanda Pequeno. “O entrelaçamento das obras e a forma de composição do ambiente expositivo pretendem investigar os campos de forças que os afetos acionam”, explica.

Artistas e obras: 
Estão presentes artistas que lidam com o próprio fazer artístico como uma possibilidade de exercitar o desejo, aproximando pessoas ou lidando diretamente com o corpo e o desejo físico. Há, ainda, trabalhos que lidam com a casa e o âmbito doméstico das relações interpessoais e da rotina, dos lugares e das pessoas.

Quatro trabalhos de Arthur Bispo do Rosário (1911-1989) integram a coletiva. No estandarte Eu preciso destas palavras - Escrita, o artista, que ficou conhecido por romper os limites entre a insanidade e a arte no Brasil, usou algodão bordado preso a dois cabos de vassoura fixados por tecidos fortemente costurados.

Já a artista Anna Maria Maiolino exibirá os vídeos Um momento por favor (1999-2004) e Quaquaraquaqua (2009). Tunga apresentará o vídeo Medula (2014), além de uma escultura em borracha de silicone e um desenho sobre papel do Himalaia, ambos sem título, de 2014.

Com uma mesa, duas cadeiras e uma pilha de papéis, Alexandre Sá promoverá a performance teu corpo // meu corpo - (nós da paisagem), de 2015. Renato Bezerra de Mello ocupará o espaço com uma infinidade de confetes em forma de anjos, produzidos a partir de uma coleção de revistas com temática homoerótica (2005-2016).

Cristina Salgado participará com um desenho em guache sobre papel, da série Cabeludos (2002), e com duas esculturas em técnica mista sobre bases de ferro.

Completam a exposição a instalação Hoje todos devem amar: um sonho do Léry, de Ana Miguel; uma instalação de Leo Ayres; escritos de Ricardo Basbaum e texto e bordado de Daniela Mattos.  “Estou bem contente com o convite para participar desta coletiva. Gosto muito da produção dos colegas elencados e a costura curatorial da Fernanda Pequeno é esplêndida, interessantíssima”, comemora Ana Miguel.

  
Serviço:
Exposição Nós
Entrada Franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: Quarta-feira, dia 30 de março, às 19h
Data: 31 de março a 8 de maio de 2016
Horário: terça-feira a domingo, de 10 às 21h.
Classificação indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência

sábado, 12 de março de 2016

TEATRO - MUSICAL MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS AGRADA O PÚBLICO - POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no filme de pedro Almodóvar indicado ao Oscar em 1989, “Mulheres à beira de um ataque de nervos” nos leva a um universo de loucura e caos com muitas tiradas cômicas.

A história se passa em Madri. Pepa Marcos (Marisa Orth), uma atriz que está grávida, mas ninguém sabe, é abandonada por Ivan, seu amante, e se desespera tentando encontrá-lo. Enquanto tenta falar com ele, sua amiga Candela (Helga Nemeczyk) tenta a qualquer custo conversar com ela sobre sua nova paixão: um terrorista xiita. Ao mesmo tempo, Lucia (Stella Miranda), a mulher de Ivan, volta a cidade depois de desenove anos em busca do tempo perdido.

Com um texto desmesurado, o musical segue as texturas do diretor espanhol, nas mãos de Miguel Falabella com bastante exagero,  seguindo a linha de Almodóvar.

A peça não chega a ser uma verdadeira guerra dos sexos, o texto e a direção focam mais no drama tragicômico das protagonistas e suas neuroses, deixando os homens como meras motivações.

A orquestra pontua bem os pontos fortes do espetáculo cheio de cores.

Cabe a Stella Miranda roubar a cena no primeiro ato, (o musical tem intervalo de 15 minutos). No segundo ato, Marisa Orth contra-ataca com uma bela reviravolta, como o roteiro do filme. É praticamente um duelo em cena entre as talentosas atrizes. Nesse meio tempo ainda somos agraciados com a voz e o talento de Helga Nemeczyk, com a sub-trama do namorado terrorista.  É belíssimo ver a visceralidade delas em cena. A neurose está completamente incorporada em forma de loucura e caos!

A peça consegue ser divertida e despretensiosa, na medida certa.

Serviço:
Teatro - "Mulheres à beira de um ataque de nervos”
Dia e hora: Sexta as 21h, sábado  as 17:30 e 21:30, domingo as 17:30
Local: Oi Casa Grande - Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon

sexta-feira, 11 de março de 2016

MÚSICA - SEXTETO CLARIÔ TRAZ O MELHOR DO BRASIL RURAL PARA A CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO


Show tem como convidados Juraildes da Cruz e Mestre Bule Bule, além de oficinas gratuitas

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 17 a 20 de março (quinta-feira a domingo), o projeto Sexteto Clariô convida cantadores do Brasil, um espetáculo sobre as manifestações artísticas de diferentes regiões do país. Nos dias 17 e 18, Juraildes da Cruz, compositor de Tocantins, sobe ao palco ao lado do Sexteto; e nos dias 19 e 20, diretamente da Bahia, tem o Mestre Bule Bule, figura emblemática da cultura popular nordestina. 

Através de composições próprias e interpretações de cantadores do interior do Brasil, os músicos traduzem os ritmos da vida no campo em suas narrativas e cantorias, como o desafio, os festejos religiosos, a contação de causos, as modas de viola e as toadas.  O espetáculo traz esta atmosfera ao palco, reforçada pelo cenário composto por oito aquarelas do artista plástico catarinense, Tiago Marques. As aquarelas retratam imagens do Brasil rural.

Com seu novo olhar sobre os ritmos do interior do Brasil, o Sexteto Clariô, natural de Florianópolis, é formado por Caio Marques, Jorge Linemburg, Marcelo Portela, Osvaldo Pomar, Tácio Vieira e Vinícius Nery, que usam instrumentos como a rabeca, viola brasileira, pífano, zabumba e pandeiro, associados à cultural popular, juntamente com instrumentos da música urbana como violão de 7 cordas, flauta transversal, violino e violoncelo.

"É com imensa alegria que realizamos esse projeto. Ter a possibilidade de dividir o palco com Juraildes da Cruz e Mestre Bule Bule é um momento muito rico para o grupo. Ambos trazem em suas obras características marcantes do Brasil rural, que se unem à linguagem híbrida do Sexteto Clariô", comemora Caio Marques, músico do sexteto.

No repertório das apresentações do Sexteto Clariô convida Cantadores do Brasil estão canções de autoria dos integrantes como Jongo, Cantoria de rabeca, Uta-Karam e Chamaimê. Juraildes da Cruz participará com seus sucessos Nóis é Jeca, mais é jóiaCantão, Se correr o bicho pega, Fuzuê na taboca, entre outros; e Mestre Bule Bule apresentará Que moça bonita é aquelaA fome e a vontade de comer,  e Casinha de palha, entre outras composições.

Sobre o Sexteto Clariô e convidados:
O grupo começou suas atividades no ano de 2012, em Florianópolis, com o espetáculo Desdobramento de tempos. Em 2014, foi contemplado com o Prêmio Funarte de Concertos Didáticos. Em 2015, o grupo realizou concertos didáticos em diversas cidades de São Paulo por meio do projeto SESI-SP Ação Arte-Educação. Participou do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques em Campinas (SP) e recebeu da Fundação Catarinense de Cultura o Prêmio Catarinense de Cultura Popular Atual. Ainda em 2015, realizou a Semana do Brasil Rural, na cidade de Marselha, França, onde participou de concertos, oficinas e palestras.

Natural de Tocantins, Juraildes da Cruz já teve suas canções gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Rolando Boldrin, Xangai e Margareth Menezes. Ganhador do Prêmio Sharp de 1998 com a música Nóis é Jeca, mais é jóia, foi indicado ao Prêmio Tim, em 2005, com o CD do mesmo nome, tendo participado de inúmeros festivais e trilhas de novela.

Mestre Bule Bule é cordelista com mais de 100 criações e conhecido como o maior repentista da Bahia. Em 2008, foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural.

Oficinas:
Além dos shows, o projeto busca a valorização da cultura popular brasileira e oferecerá oficinas gratuitas mediante inscrição no site www.sextetoclario.com.br. No dia 19 de março (sábado), das 10h às 14h, será realizada a oficina de Prática de rabeca, ministrada por Marcelo Portela, Jorge Linemburg e Tácio Vieira. É necessário que cada participante traga um instrumento de arco. Serão oferecidas 30 vagas para maiores de 10 anos.

Em 20 de março (domingo), das 10 às 14h, Caio Marques, Osvaldo Pomar e Vinícius Nery darão a oficina Do repente ao rap. Serão 30 vagas para maiores de 10 anos. 

Ficha Técnica 
Viola Caipira: Caio Marques
Rabeca, Violino e Voz: Jorge Linemburg
Violão 7 cordas, Rabeca e Voz:  Marcelo Portela
Percussão:  Osvaldo Pomar 
Violoncelo e Voz: Tácio Vieira
Flauta e Pífano: Vinícius Nery
Cantadores convidados:  Juraildes da Cruz (TO); Mestre Bule Bule (BA)  
Artista Plástico:  Tiago Marques
Produtora executiva: Mônica Becker Millon
Técnico de som: Hugo Lima
Técnico de iluminação: Marcelo Andrade
Fotógrafo: Marcelo Andrade 
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Informações: www.sextetoclario.com.br

Serviço: Show Sexteto Clariô convida Cantadores do Brasil
Duração: 1h40m
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Data: 17 a 20 de março (quinta-feira a domingo)
17 e 18 (quinta-feira e sexta-feira) – convidado Juraildes da Cruz
19 e 20 (sábado e domingo) – convidado Mestre Bule Bule (BA)
Horário: 19h
Ingressos: R$10 (inteira) e R$ 5 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 190 lugares (mais 4 para cadeirantes)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação Indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência