quinta-feira, 10 de março de 2016

IMS-RJ EXIBE MOSTRA LATINO AMERICANA DE CINEMA

Cinema do IMS-RJ recebe mostra de filmes realizados por mulheres latino-americanas


A partir de 10 de março (quinta-feira), o Cinema do IMS promove a segunda edição da mostra Retratos de família, realizada pela primeira vez em 2013. A seleção reúne sete documentários em que as histórias familiares das realizadoras são o fio condutor, todos com um forte envolvimento pessoal das diretoras no filme.

Nesta edição, os documentários exibidos contam a história de mulheres que tiveram suas vidas atravessadas pela história política de seu país. Em cinco deles, elas partem em busca da memória familiar marcada pelas ditaduras militares latino-americanas (Elena, de Petra Costa; Os dias com ele, de Maria Clara Escobar; Uma longa viagemde Lúcia Murat; Tempo suspenso, de Natalia Bruschtein; eDiário de uma busca, de Flavia Castro).

No sábado (12), a diretora Maria Clara Escobar, realizadora de Os dias com ele, participará de um debate após a exibição do filme. O documentário, lançado em DVD pelo IMS este ano, foi o grande vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes em 2013, eleito como melhor filme pelo júri oficial e pelo júri jovem. Recebeu ainda o prêmio de melhor opera prima no DocLisboa no mesmo ano, menção honrosa na V Semana dos Realizadores, no 35º Festival del Nuevo Cine Latino Americano de Havana e no Festival Internacional de Cine de Murcia, Espanha, entre outros.


Programação:

10 de março

16h Uma longa viagem, de Lúcia Murat  (Brasil, 2011. 95’, 14 anos)

20h Diário de uma busca, de Flavia Castro (Brasil, 2011. 111’, 10 anos)
  
11 de março

16h Elena, de Petra Costa (Brasil, 2012. 82’, 12 anos)

20h Um passaporte húngaro, de Sandra Kogut (Brasil/França/Bélgica/Hungria, 2001. 72’, Livre) 

12 de março

16h Os dias com ele, de Maria Clara Escobar + debate com a realizadora após a sessão 

20h [SESSÃO DUPLA: Tempo suspenso Memória oculta]

Tempo suspenso (Tiempo suspendido), de Natalia Bruschtein (México, 2015. 64’)

Memória oculta (Memoria oculta), de Eva Villaseñor (México, 2014. 60’) 

13 de março

16h Diário de uma busca, de Flavia Castro

20h Uma longa viagem, de Lúcia Murat  

15 de março

16h Um passaporte húngaro, de Sandra Kogut

20h [SESSÃO DUPLA: Tempo suspenso Memória oculta]

Tempo suspenso (Tiempo suspendido), de Natalia Bruschtein

Memória oculta (Memoria oculta), de Eva Villaseñor

Sinopses

Elena, de Petra Costa

Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar e a irmã Petra, de sete anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. A todo momento, ela espera encontrar a irmã caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos e acaba descobrindo-a em um lugar inesperado.

Para a diretora Petra Costa, “todo artista coloca muito de si em sua obra, mesmo que não trate de uma pessoa da família. Mas, num filme sobre alguém da família, essa delicadeza e essa subjetividade ficam ainda mais aguçadas. Creio que a tendência é termos mais e mais filmes desse tipo, e que isso venha a ampliar a reflexão sobre temas universais de afeto, luto e perda. Partindo de experiências pessoais, temos a possibilidade de mergulhar com maior profundidade nesses temas, e o cinema ganha muito com isso.”


Diário de uma busca, de Flavia Castro

Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista, onde entrou à força. A polícia sustenta que se trata de um suicídio. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme, que decide reconstruir a história da vida e da morte de seu pai.

É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. O resultado é um documentário que combina a intriga policial, os testemunhos de familiares e companheiros e o relato na primeira pessoa de uma infância vivida entre o exílio e a luta armada. As vozes imbricadas de Celso e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.


Um passaporte húngaro, de Sandra Kogut

No começo, uma conversa ao telefone. Quem fala é Sandra, realizadora e personagem central deste documentário que gira em torno do processo que ela inicia para conseguir um passaporte húngaro. O filme se propõe a discutir o que é e como se constrói uma identidade, passando, aqui e ali, por pessoas radicalmente jogadas para um espaço não identificado no final da década de 1930, com uma letra K carimbada em seus passaportes.


Os dias com ele, de Maria Clara Escobar 
+ debate com a realizadora após a sessão

Primeiro longa-metragem de Maria Clara Escobar, que mergulha no passado desconhecido do pai, o intelectual Carlos Henrique Escobar. Os dias com ele revela as descobertas e as frustrações ao acessar a memória de um homem e de uma parte importante da história brasileira, a ditadura militar. Carlos Henrique Escobar, autoexilado em Portugal, é filósofo, dramaturgo, poeta, professor e foi um dos intelectuais mais provocativos dos anos 1960 e 1970, tendo sido preso e torturado durante o regime de exceção. Maria Clara é, por sua vez, uma filha que teve um contato distante com o pai e busca sua identidade. 

A diretora descreve a dinâmica de seus primeiros encontros com ele para a produção do filme. “Ele usando a construção das palavras, e eu, o aparato da câmera. Eu filmava muito, tudo. Ele encenava muito – e assim íamos definindo a talvez única relação possível. O que retrata e o retratado. O que olha e o que é visto. E, por que não, dentro dessa mesma lógica de relação de poderes negociados e apropriação de sua matéria: o que é pai e a que é filha.”


Tempo suspenso (Tiempo suspendido), de Natalia Bruschtein

Para Natalia Bruschtein, realizadora e neta de Laura Bonaparte – personagem principal – trata-se de um documentário sobre “os paradoxos da vida: como uma mulher que dedica 35 anos de sua vida à memória de um país, a impedir o esquecimento que frequentemente acomete as histórias das sociedades, pode padecer de um mal como a perda da memória? É justo que Laura padeça desse mal? Para mim, isso era uma ironia do destino, e decidi fazer um filme sobre a memória e esse paradoxo.”

Em um processo que teve início em 2011, Bruschtein se reaproximou da avó, já acometida por uma demência senil. Em idas à Argentina, a realizadora coletou materiais de arquivo, com o desejo de, em suas palavras, “filmar Laura o máximo possível. Foram 10 dias intensos indo todos os dias à clínica de repouso e ficando com ela. Era uma corrida contra o tempo, sua doença avançava, e havia cada vez mais danos em suas recordações. Queria estar com ela em seu cotidiano para poder mostrar no filme o contraste entre o material de arquivo, que era sua memória, e o presente, que era sua desmemória.”


Memória oculta (Memoria oculta), de Eva Villaseñor

Memória oculta trata de reconstruir um período de perda de memória da vida da realizadora Eva Villaseñor: “É uma menina que estuda cinema e, em seu primeiro ano de faculdade, sofre uma ruptura com a realidade e é internada num hospital psiquiátrico, onde recebe um tratamento que tem como efeito secundário a perda da memória de alguns meses anteriores a esse evento. Oito anos depois, ela faz algumas entrevistas para tentar recuperar esse tempo, entender o que aconteceu. Essa menina sou eu.”

Para Eva, “foi uma espécie de autopsicanálise, se é que posso chamar assim. É algo que segue em desenvolvimento, porque eu continuo apresentando o filme, e o público pergunta, e isso me faz pensar no que estou costurando.”


Uma longa viagem, de Lúcia Murat
(Brasil, 2011. 95’, 14 anos)
Exibição em DCP

Uma longa viagem conta a história de três irmãos. Heitor, o caçula, vai para Londres em 1969, enviado pela família para que não seguisse os passos da irmã e entrasse na luta armada contra a ditadura no Brasil. Durante os nove anos em que viaja pelo mundo, ele escreve cartas. Contrapondo-se à entrevista e às cartas, os comentários de Lúcia, a irmã que foi presa política, virou cineasta e viaja pelo mundo, num processo inverso ao de Heitor. Miguel, o terceiro irmão, morreu. Diante da perda, os outros dois resgatam a memória da época em que viveram juntos.

“Talvez o fato de vivermos um tempo em que muitas certezas foram colocadas em xeque, que utopias caíram em desuso, nos levem a querer abordar os fatos de outra maneira, a partir de experiências pessoais”, diz a diretora Lúcia Murat. “O pessoal e o político tratados de uma forma mesclada quem sabe pode abrir novos caminhos, mais livres.”


INGRESSOS
R$ 8,00 (inteira) e R$4,00 (meia)

Ingressos disponíveis também em www.ingresso.com
Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea – Rio de Janeiro – RJ
21 3284 7400



terça-feira, 8 de março de 2016

MÚSICA - PROJETO "SALVE LUA" COM TRÊS APRESENTAÇÕES NO RJ


Tributo a Luiz Gonzaga idealizado por Adriana Sanchez integra o projeto Circuito Saideira Musical 
A cantora e sanfoneira Adriana Sanchez chega à cidade do Rio de Janeiro para três apresentações do projeto “Salve Lua” no qual presta um Tributo a Luiz Gonzaga, fazendo releituras dos clássicos do “Rei do Baião”, transparecendo suas influências e personalidade. Os shows fazem parte do Circuito Saideira Musical, projeto iniciado em janeiro de 2016 pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro que tem levado nomes conhecidos do público e revelações da música carioca para centros culturais de bairros da cidade. Os ingressos têm preços populares e custam R$1.
Acompanhada por Bosco Fonseca (contrabaixo), a artista traz no repertório canções como “Asa Branca”, “Sabiá”, “Baião”, “Qui nem Jiló”, “Assum Preto” e “Último Pau de Arara, além de outros clássicos. A programação abre no dia 08/03, no Centro Cultural Parque das Ruínas, seguindo no dia 10/03, no Teatro Municipal Gonzaguinha, e encerra no dia 11/03, no Centro da Música Carioca Artur da Távola.
Confira a agenda completa:
Salve Lua – Tributo a Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro
08/março – Terça-feira
Horário: 18h00
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: R. Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa

10/março – Quinta-feira
Horário: 19h00
Local: Teatro Municipal Gonzaguinha – Centro Municipal de Cultura e Cidadania Calouste Gulbenkian
Endereço: R. Benedito Hipólito, 125 – Praça XI

11/março – Sexta-feira
Horário: 19h30
Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
Endereço: R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Entrada: R$ 1
Classificação: Livre
Sobre Salve Lua:
Além dos shows, o projeto “Salve Lua” consiste em um CD e um do DVD, que já estão a venda nas lojas de todo o Brasil com distribuição pela Radar Records. No CD, Adriana Sanchez conta com as participações especiais das Orquídeas do Brasil, do rapper Rapadura Xique Chico, de Lola Membrillo (artista do grupo Perotá Chingo que hoje é um dos grupos mais expressivos na Argentina), do pianista Renato Neto - que toca com o cantor americano Prince, além do músico Zeca Baleiro e do ator, cantor e dramaturgo Gero Camilo. Adriana Sanchez tem viajado com esta turnê pelo Brasil e em breve segue para Europa, Argentina e Estados Unidos, com perspectiva de chegar ao Japão.
Para saber mais, acesse: www.drisanchez.com

MÚSICA Olin Batista retoma sua carreira de DJ e lança a música 'Luma", em homenagem à mãe


 Após dois anos longe das pick-ups desenvolvendo seu conhecimento e veia artística,  o  jovem de 20 anos está de volta ao cenário da música eletrônica 
  
Olin Batista retoma sua carreira como DJ após dois anos de reciclagem e desenvolvimento de seu conhecimento e veia artística e se prepara para lançar sua nova música: "Luma". Dedicada a sua mãe, Luma de Oliveira, o som eletrônico está sendo lançado nesta quarta-feira, dia 9 de março. Trata-se de um house music com pitadas tribais e brasileiras.  

ideia de homenagear Luma na música surgiu em um dia em que Olin estava olhando fotos antigas da família e do Carnaval. A ligação entre a progenitora e a faixa vai além das fotos: "Eu queria seguir a filosofia de que ela deu à luz a mim e agora eu estou dando vida a minha carreira com uma música dedicada a elaÉ uma relação bonita e simboliza a nossa forte ligação um com o outro. Eapenas a amo e a respeito muito”, conta o jovem.  

O primeiro contato de Olin com a música eletrônica foi aos 12 anos e aos 15 ele já estava tocando nos melhores clubes e festivais do Brasil. Mas com o crescimento do segmento, Olin percebeu que estava na hora de se profissionalizar ainda mais. 

“Eu senti que precisava me desenvolver para alcançar outro nível e dar algo a mais para as pessoas. Em 2013 eu comecei a aprender a produzir música, mas ainda não estava no nível de qualidade para se destacar no mercado internacional. Em 2014 conheci meu atual manager, Viktor Franko, e ele me incentivou a ir para o estúdio dia a dia e melhorar minhas habilidades de produção. Viktor me sugeriu parar de fazer turnês e voltar com um perfil completamente novo, que estivesse inserido na cena internacional também. Eu trabalhei duro, passei milhões de horas  em estúdio e foi muito difícil, porque eu queria compartilhar um monte de coisa com as pessoas (através das redes sociais), mas não era o momento. Eu não falei sobre o que estava acontecendo comigo e no estúdio nem mesmo com os meus amigos. Então, basicamente, tudo o que estava 'sob segredo'. Viktor era a única pessoa que sabia tudo e me ajudou mentalmente também, porque, como todo mundo sabe, esse período da minha vida não foi fácil por causa dos problemas na família. Então eu fiquei focado também nesses momentos complicados, e  comecei a produzir melhor", explica.  

A música "Luma" será lançada online gratuitamente através do Soundcloud nesta quarta-feira, dia 09 de março, pela gravadora Sosumi Records, do DJ e produtor Kryder. Confira a música: https://soundcloud.com/sosumi-records/olinbatistaluma-freedownload 

Visite as redes sociais de Olin Batista: 

segunda-feira, 7 de março de 2016

MUSICAL "MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS" TEM ESTREIA PARA CONVIDADOS.


Adaptação do filme de cineasta  espanhol de Pedro Almodóvar, “Mulheres à beira de um ataque de nervos”,  chega ao teatro em versão de comédia musical dirigida por Miguel Falabella.

Em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, o musical conta a história de três mulheres com problemas amorosos. Pepa (Marisa Orth) é abandonada pelo amante e se vê perdida. Candela (Helga Nemeczyk) se apaixona por um terrorista e Lúcia (Stella Miranda) resolve se vingar do ex-marido nos tribunais depois de ter sido deixada por ele.

São 19 atores em cena, 24 técnicos envolvidos na montagem, 20 trocas de cenário e sete toneladas de cenário e equipamento de som para dar corpo ao espetáculo.

Serviço:
Teatro - "Mulheres à beira de um ataque de nervos”
Dia e hora: Sexta as 21h, sábado  as 17:30 e 21:30, domingo as 17:30
Local: Oi Casa Grande - Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon



 











OFICINAS LIVRES NO MUSEU DO INGÁ A PARTIR DO MÊS DE MARÇO


O primeiro curso ensina como  confeccionar fanzines e estandartes

Guardião da história do estado do Rio de Janeiro e um espaço plural, o Museu do Ingá abre sua sede, a partir de março, para oficinas livres gratuitas. A primeira, Fanzine e Estandarte, acontece  em 11 de março – dentro das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher – e conta com uma aula única, de três horas de duração.

Ela faz parte do projeto Oficinas Livres no Ingá, que pretende disponibilizar, ao longo do ano, aulas de fotografia, dança, redes sociais e expressão artística.  A maioria terá, em média, dois meses de duração.

Conduzida por Ivone Landin e Ane Alves, a oficina de fanzine e estandarte vai ensinar, das 14h às 17h, como confeccionar ambos. Os alunos vão produzir uma colagem, a partir de recortes, e fazer estandartes como os utilizados por blocos carnavalescos. A oficina tem parceria com o Coletivo Fulanas de Tal/ Baixada Fluminense.

Prevista para abril e maio, a oficina de expressão corporal vai introduzir os participantes no universo da linguagem teatral, por meio  de exercícios corporais, jogos, improvisações e criações de cenas. Não se pretende formar atores, mas trabalhar a comunicação.

Por sua vez, a oficina de fotografia vai trabalhar noções básicas, abordar o posicionamento do fotógrafo enquanto autor e criador e a essência do processo fotográfico na tecnologia digital. Estão previstas, ainda, oficinas de turbantes, redes sociais, confecção de brinquedos artesanais e dança.

As aulas são gratuitas, têm número de vagas limitado e os alunos recebem certificado de participação. O agendamento e outras informações poderão ser obtidos por e-mail (producao.museudoinga@gmail.com) ou por telefone (2717-2903).

EXPOSIÇÃO IMAGINAÇÃO NA GALERIA HOMEGROWN IPANEMA



A partir do dia 9 de março, o artista Márcio SWK apresenta na Galeria Homegrown Ipanema a exposição Imaginação. Como o nome sugere, a mostra busca mexer com a imaginação do público ao representar letras abstratas nas telas. SWK é pesquisador das letras e de seus formatos e para o novo trabalho harmoniza tons fortes e brinca com composições de cores. A ideia é estimular diversas interpretações. 

"Sempre em minhas pinturas prezo pela harmonização de cores. Nessa exposição, uma das ideias é que o público interprete as telas de formas diferentes e desenvolva a imaginação sobre o que está vendo", explica o artista, que trabalhou durante três meses nas obras da nova mostra. "Cada tela que pinto representa uma letra. Mas cada um pode enxergar uma coisa diferente. Eu sei que pintei a letra L, por exemplo, mas é bacana ouvir a pessoa falando que está vendo um trem, prédios, ou um horizonte com sol ".

"Imaginação" apresentará sete obras, todas pinturas geométricas. As telas - linho com chassi de cedro - foram produzidas com diversos tipos de material, sendo eles tinta acrílica, spray, giz pastel oleoso e lápis grafite 6b. Os tamanhos variam entre 80x60cm e 170x150cm. A mostra contaráainda com uma gravura do artista, que também se inspira em outras culturas.

"A cultura indiana serve de estímulo para o meu trabalho. As cores da Índia me inspiram muito, estou sempre pesquisando sobre. Mas a minha inspiração também vem de tudo o que observo na rua - a roupa das pessoas, por exemplo", explica o artista, que expõe pela segunda vez na galeria, depois de "Eu Vejo Letras", em 2014.

SWK é parceiro da Galeria Homegrown há seis anos e importante integrante do Arte Core, festival de arte urbana carioca idealizado pela galeria, que acontece desde 2013 nos jardins e pilotis do MAM Rio. O artista é considerado uma referência expressiva do graffiti brasileiro dentro e fora do país. No festival, produziu um painel para a primeira edição. No ano seguinte, atuou ao lado do Coletivo Santa Crew e teve duas obras expostas na edição de 2015. Também expôs seu trabalho no "Art Rua", em 2011 e 2013. Em São Paulo participou da "2 Bienal de Graffiti" e do MUBE, com "Expo Matilha", em 2012, e este ano foi palestrante no O.bra Festival.

SWK também marcou presença em exposições em outros países da América do Sul, como Buenos Aires. Nos Estados Unidos, esteve em Miami no "Art Basel", 2012 e 2013, e no "Ultra Music Festival" . Teve seu trabalho exposto em Amsterdam, Berlim e Paris ("Graffitizm - Hip Hop Paris", 2013), na Europa, e até mesmo Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde, à convite, pintou um grande painel. É membro da Santa Crew e FleshBeckCrew.

Serviço:
exposição Imaginação
Abertura para o público: Quarta-feira, 9 de Março, das 18h às 22h
Temporada: De 9 de Março a 2 de Abril
Horário: segunda a sexta, das 10h às 20h, sábados e feriados, das 10h às 18h
Endereço: Rua Maria Quitéria, 68 – Ipanema – RJ
Telefone: (21) 2513 2160
Entrada Gratuita/ Classificação livre

sábado, 5 de março de 2016

CAPITAL INICIAL NO METROPOLITAN


Mais de 15 anos se passaram e o único álbum acústico do Capital Inicial continua fazendo sucesso. Agora, com o novo álbum,Acústico NYC” traz o quarteto repaginado tocando novamente desplugados.


No set list, músicas inéditas e grandes sucessos que estão na ponta da língua do público, como é o caso de “Mais”, “À Sua Maneira”, “Quatro Vezes Você”, “Eu Nunca Disse Adeus”, “Vamos Comemorar”, “Olhos Vermelhos”, “O Lado Escuro da Lua”, “Como Devia Estar”, “Depois da Meia Noite” e muito mais.


Interagindo com o público Dinho Ouro Preto assumiu os vocais com alegria ao ver a casa cheia. O vocalista chegou a comentar que Lenine e Seu Jorge foram consultados para uma participação no show, mas, que infelizmente, já tinham eventos marcados. No meio do show fomos agraciados com uma homenagem a banda de Rock Charlie Brown e um tributo  à Legião Urbana, com “Tempo Perdido”.

O show que agradou o espectador roqueiro com direito a fãs tocando instrumentos imaginários por todos os lados, seguiu a mesma estrutura de iluminação e cênica do  acústico em Nova York.

Entretenimento puro de qualidade deixando o publico enlouquecido.