sábado, 11 de abril de 2015

AS NOVIÇAS REBELDES - O MUSICAL" REESTREIA NO RIO DE JANEIRO


Sucesso do circuito off-Broadway, a comédia musical As Noviças Rebeldes, de Dan Goggin, ganhou adaptação brasileira de Flavio Marinho e direção de Wolf Maya.

A história divertida e com traços do politicamente incorreto, traz
  cinco freiras envolvidas em apuros que decidem montar um show para arrecadar fundos, resolvendo assim seus problemas.

Daí em diante, essa comédia musical mostra grandes revelações sobre as personalidades das freiras do convento, que realizam um espetáculo repleto de diversão e um visual com coreografias que vão do balé clássico ao sapateado, com direito a interação da plateia.

O musical é cômico e gracioso ao mesmo tempo.
  O texto é muito bem adaptado e com timing perfeito para as piadas.

Com texto e composições de Dan Goggin, o original da comédia musical Off-Broadway estreou em dezembro de 1985 e teve mais de 3.600 apresentações. Foi a segunda maior temporada off-Broadway da história. O musical tornou-se um fenômeno internacional, produzido em pelo menos 26 idiomas, com mais de 8 mil produções em diversos países. Mais de 25 mil artistas já desempenharam o papel das freirinhas, não tão santas, em todo o mundo.

No Brasil, o texto teve sua primeira montagem em 1987, com elenco feminino, e ganhou a primeira versão com elenco totalmente masculino pela Cia Baiana de Patifaria. As duas montagens tiveram direção de Wolf Maya. Dez anos depois, em 1997, a Cia Baiana de Patifaria chegou a se apresentar, por duas semanas, no circuito off-Broadway em Nova York, a convite do autor, recebendo elogios do The New York Times.


Serviço:
"As Noviças Rebeldes" – o musical
Theatro Net Rio (Rua Siqueira Campos, 143, 2º Piso, Copacabana)
Telefone: (21) 2147.8060
Estreia: 13 de março
Temporada até 10 de maio
 Horários: Sexta – 21h Sábados – 21h30 Domingo – 20h
Vendas: Ingresso Rápido


quarta-feira, 8 de abril de 2015

IMS-RJ promove conversa na galeria com Nelson Brissac Peixoto na exposição William Eggleston, a cor americana


A Coordenação de Pesquisa e Educação do Instituto Moreira Salles promove no dia 10 de abril, às 17h, encontro com Nelson Brissac Peixoto na exposição William Eggleston, a cor americana, em cartaz no Centro Cultural do IMS no Rio de Janeiro.

Brissac Peixoto é filósofo, foi curador do Arte/Cidade e corroteirista com João Moreira Salles da série América. Atualmente, é professor de tecnologias da inteligência e design digital na PUC-SP e coordena o projeto ZL Vórtice, em São Paulo.

Conversas na galeria são encontros que acontecem nos espaços expositivos, estimulando o debate em contato com as obras de arte com artistas, críticos de arte e especialistas convidados. As conversas são gratuitas e abertas ao público.


Conversa na galeria | 10 de abril | 17h
Nelson Brissac Peixoto (PUC-SP)

Sobre a exposição

Desde 14 de março o Instituto Moreira Salles apresenta William Eggleston, a cor americana, a maior exposição individual dedicada ao fotógrafo norte-americano William Eggleston. A mostra, uma das maiores empreitadas do IMS em 2015, apresenta 172 fotografias, pertencentes a coleções prestigiosas como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Museum of Fine Arts de Houston, do acervo pessoal do artista e das galerias Cheim & Read e Victoria Miro.

William Eggleston é um dos maiores nomes da história da fotografia do século XX. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. Eggleston abriu novos caminhos para a fotografia ao mirar suas lentes nos elementos que simbolizavam a modernização americana (carros, estradas, supermercados, outdoors, shopping centers, estacionamentos, motéis), ao apresentar essa realidade em cores vibrantes, e ao registrar o próprio dia a dia, apresentando amigos, familiares e outros personagens em imagens que combinam intimidade e estranhamento. Nos anos de Elvis Presley e Martin Luther King, o sul dos Estados Unidos ainda vivia as cicatrizes do passado escravocrata, com intensos conflitos raciais e uma classe média interessada em usufruir dos novos padrões de consumo.

William Eggleston descobriu o sucesso em 1976, quando o influente John Szarkowski, na época diretor do departamento de fotografia do MoMA/NY, organizou uma exposição de suas fotografias coloridas na instituição. Até então, o preto e branco dominava a fotografia de arte. A exposição, que apresentava cenas prosaicas, uma liberdade na composição das imagens e apostava na sedução da cor – até então mais presente na fotografia amadora e publicitária –, tornou-se objeto de intenso debate entre a comunidade fotográfica, e foi duramente criticada. Ao longo dos anos, no entanto, a mostra se transformou num marco.

Hoje, as imagens de Eggleston estão entre as mais célebres da história da fotografia, com uma lista de admiradores que vai da fotógrafa Nan Goldin ao músico David Byrne, do cineasta Wim Wenders ao brasileiro Karim Aïnouz. Filmes como Elefante, de Gus Van Sant, foram notoriamente inspirados no universo visual do fotógrafo. Tanto Van Sant quanto David Byrne convidaram Eggleston para colaborar em seus projetos.

William Eggleston, a cor americana é a maior exposição já realizada sobre o artista e traz ao Brasil, pela primeira vez, uma extensa seleção de fotografias produzidas durantes as décadas de 1960 e 1970, considerados os anos de ouro do fotógrafo. Um dos núcleos da mostra reunirá boa parte das fotografias presentes na lendária exposição de 1976, no MoMA. Outras duas salas reunirão as imagens da série Los Alamos, resultado de diversas viagens de carro pelo sul dos Estados Unidos, do Delta do Mississippi à Califórnia, entre 1965 e 1974. Os dois conjuntos são formados por cerca de 150 raras e delicadas fotografias feitas através do processo de dye-transfer, uma técnica de impressão fotográfica quase extinta, que se tornou marca registrada do artista por permitir um controle preciso das cores e intensa saturação.

Mesmo os fãs de Eggleston se supreenderão com a exposição, que também trará obras menos conhecidas, mas não menos importantes, do período. É o caso do formidável conjunto de retratos feito com uma câmera de grande formato em 1974 e conhecido como 5x7, em referência ao tamanho das chapas usadas. É também o caso de um conjunto de cinco fotografias em preto e branco, feitas antes que Eggleston abraçasse definitivamente a cor. O filme experimental Stranded in Canton (Encalhado em Cantão), rodado em preto e branco entre 1973 e 1974, com registros íntimos e de noitadas com amigos nos bares de New Orleans será exibido em uma das salas da casa da Gávea.

William Eggleston, a cor americana tem curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS. O projeto expográfico é de Martin Corullon, do escritório Metro Associados, e a identidade visual é da artista gráfica Luciana Facchini.

William Eggleston, a cor americana
Formato: 22,5 x 31cm
Número de páginas: 156
ISBN: 978-85-8346-021-3
Preço: R$ 129,90


A exposição será acompanhada de um catálogo com textos inéditos do músico David Byrne, do escritor Geoff Dyer, do crítico de arte Richard Woodward e do curador Thyago Nogueira, além da primeira tradução para o português do texto seminal de John Szarkowski, publicado no catálogo William Eggleston´s Guide (1976).

Sobre o fotógrafo

William Eggleston nasceu em 1939 em Memphis, Tennessee. O MoMA/NY apresentou em 1976 a exposição Fotografias. Em 1998, Eggleston ganhou o prestigioso prêmio Hasselblad, e, em 2004, o Infinity Awards, do International Center of Photography. Sua obra foi objeto de inúmeros livros, entre eles William Eggleston´s Guide (1976), Chromes (2011) e Los Alamos (2012). Em 2008, o Whitney Museum of American Art fez uma das maiores retrospectivas de sua obra. Em 2002, a dOCUMENTA de Kassel apresentou uma seleção de suas fotografias. O Eggleston´s Artistic Trust, que preserva e divulga o trabalho do fotógrafo, foi fundado em 1992, em Memphis, onde o artista vive e trabalha.

Por que William Eggleston é importante para a fotografia?

- Em vez de temas “nobres”, Eggleston documentou o cotidiano aparentemente banal do sul dos Estados Unidos, com sua profusão deshoppings de estrada, supermercados, estacionamentos e vitrines;
- O olhar sobre o cotidiano também se estendeu aos amigos e à família, objeto de fotografias que apresentam uma combinação de mistério e intimidade
- Foi objeto de uma polêmica exposição de fotografia colorida no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1976, num período em que a fotografia em preto e branco ainda dominava as exposições de arte;
- Trouxe para a fotografia autoral o colorido da fotografia publicitária e a liberdade formal da fotografia amadora;
- Seu inventário fotográfico do sul dos Estados Unidos se tornou sinônimo do modo de vida americano dos anos 1960 e 1970;
- Sua visão do sul do Estados Unidos e seu uso da cor na fotografia influenciou gerações subsequentes de fotógrafos, cineastas e outros artistas visuais.

Alguns artistas influenciados por William Eggleston:

- os cineastas Wim Wenders, David Lynch, Sofia Coppola, Gus Van Sant e Karim Aïnouz, entre muitos outros;
- os fotógrafos Alec Soth, Nan Goldin, Wolfgang Tillmans, Ryan McGinley, entre muitos outros.


Serviço:
William Eggleston, a cor americana
Curadoria de Thyago Nogueira
De 14 de março a 28 de junho
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400(21) 3206-2500

DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS DE COMPOSIÇÕES DE ERNESTO NAZARETH - RJ

Instituto Moreira Salles disponibiliza gratuitamente partituras inéditas de 18 arranjos para dois pianos escritos por Radamés Gnattali nos anos 1950 para composições de Ernesto Nazareth

Guardião do acervo de Ernesto Nazareth, além de criador e mantenedor do site Ernesto Nazareth 150 anos, o Instituto Moreira Salles disponibiliza pela primeira vez, para download gratuito, as partituras editoradas e revisadas de 18 composições de Ernesto Nazareth em arranjos de Radamés Gnattali para dois pianos.

Nascido em 1906 em Porto Alegre, Radamés Gnattali é reconhecido como um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos. Sua vasta obra circula com facilidade entre o popular e o erudito, incluindo peças para as mais diversas formações instrumentais.

Além de pianista virtuoso, que iniciou sua carreira de concertista executando obras de Liszt e Tchaikovsky, Radamés foi um dos grandes arranjadores do Brasil, contratado pela Rádio Nacional entre 1936 e a década de 1960, e depois pela TV Excelsior e pela TV Globo. Nesse período, chegava a fazer nove arranjos por semana, em geral para orquestra a ser regida por ele, resultando em centenas de arranjos de músicas populares. A riqueza dessas músicas que conheceu como arranjador influenciou também sua atividade como compositor erudito, servindo de base para incontáveis citações e transfigurações que incluiu em suas composições com imensa maestria.
Desde muito cedo, ainda no Rio Grande do Sul, Radamés entrou em contato com a obra de Ernesto Nazareth, que viria a influenciá-lo por toda a vida. Em 1953, Radamés foi um dos primeiros intérpretes a gravar composições de Nazareth em LP. Foram oito faixas em arranjos para piano e orquestra de cordas, que saíram no disco de 10 polegadas Ernesto Nazareth (Continental - LPV2001).

Em 1955, Radamés formou um duo com sua irmã Aída Gnattali (Porto Alegre, 1911), cujo repertório consistia principalmente de músicas de Ernesto Nazareth arranjadas por Radamés para dois pianos. Ambos, além de excelentes pianistas, tinham uma leitura à primeira vista fenomenal, o que permitia que preparassem e apresentassem com relativa facilidade essas peças de tão difícil execução. 
Segundo Alexandre Dias, coordenador do site Ernesto Nazareth 150 anos e responsável, ao lado do arranjador Paulo Aragão, pela revisão das partituras, "estes arranjos representam o que há de melhor em termos de escrita pianística, equilibrando os pianos de maneira excepcional. Neles, Radamés expande a linguagem nazarethiana, incorporando novos vocabulários harmônicos, sem desvirtuá-la. Em verdade, as músicas de Nazareth são potencializadas e elevadas a novos patamares."

Post completo e partituras para download em:



Sobre Ernesto Nazareth:
Ernesto Nazareth (1863-1934), definido por Villa-Lobos como “a verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, influenciou gerações e gerações de músicos, contribuindo decisivamente para a formação de nossa identidade musical. A despeito de seu protagonismo na história da música popular, Nazareth ainda é um universo a ser explorado. Apesar de ter composto algumas das peças brasileiras mais gravadas em todos os tempos – “Brejeiro”, “Odeon” e “Apanhei-te cavaquinho” –, boa parte de suas mais de 200 obras permanece pouco conhecida. Nazareth foi contemporâneo do nascimento da música popular urbana no Rio de Janeiro imperial e republicano, da explosão da polca e da formação dos primeiros conjuntos de choro.

Arranjos:
Ameno Resedá, polca
Batuque, tango característico
Carioca, tango brasileiro
Confidências, valsa
Digo, tango característico
Elegantíssima e Apanhei-te cavaquinho, valsa-capricho e polca
Elétrica, valsa rápida
Fidalga, valsa lenta
Fon-fon!, tango brasileiro
Gotas de ouro, valsa
Improviso, estudo para concerto
Labirinto, tango brasileiro
Matuto, tango brasileiro
Nenê, tango brasileiro
Odeon, tango brasileiro
Pairando, tango brasileiro
Vitorioso, tango brasileiro

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400(21) 3206-2500

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cinema Antigo com Piano ao vivo no Estação NET Botafogo

Não é todo dia que o público tem o prazer de assistir a dois clássicos gregos mudos com acompanhento musical ao vivo.

Pois terça 14/4 e quarta 15/4, o espectador vai poder se deleitar com o mais antigo longa metragem grego recuperado e rastaurado pela cinema de Atenas (As Aventuras de Vilar) e com as peripécias do músico-mágico Mirka que faz de tudo para conquistar sua amada (O Mágico de Atenas). Raridade na tela e com luxuoso acompanhamento musical ao vivo, com o pianista Fábio Luz. No repertório, Ernesto Nazaré, Camille Saint-Saens, Villa-Lobos e Villani-Cortes.


Os filmes:

"As Aventuras de Vilar"
 é o mais antigo longametragem grego recuperado e restaurado pela cineteca de Atenas Greek Film Archive. Na verdade é o segundo ato de uma comédia de Joseph Hepp, com o ator cômico Sfakianos (Villar) que teve sua carreira iniciada na França.


"O Mágico de Atenas", filme de Achiléas Madras, teve sua produção iniciada em 1922 e como primeiro título "A Jovem Cigana de Atenas", que não chegou a ser completado. Seu roteiro em sua linguagem simples conta a história de um músico-mágico de origens nobres (Mirka) que conquista as mulheres. Quando sua amada o deixa para ficar com um homem rico, ele fará de tudo para reavê-la. As legendas foram traduzidas por Jacob Moe diretamente do grego para o português. Anteriores legendas sobrepoem-se em frances, outras em ingles, que por vezes podem não concordar porque Moe preferiu manter-se fiel à fonte original. Curiosamente há de se notar que Dolly e Lilí são a mesma personagem, que mudou de nome ao longo das diferentes fases de produção.


O pianista:

Fabio Luz é um dos pianistas brasileiros mais aclamados no exterior. Prêmio Internacional Debussy 1978 (França), Mestre em Música Francesa pela Universidade Musical Internacional de Paris, está radicado na Itália há mais de 30 anos onde foi diretor do Instituto Verdi de Asti, coordenador da Accademia Superiore di Penne (Pescara), docente dos Laboratori Musicali Internazionali Estivi al Castello di Cortanze. Conta mais de mil apresentações entre recitais, atuações em música de câmera e como solista de prestigiosas orquestras. Professor do Festival del Golfo de San Marco di Castellabate, coordenador e professor do Paradise Festival em Siros - Grécia, é presidente da Fundação Franz Liszt com sede na França. Sua discografia completa encontra-se no sitewww.fabioluz.com


Jacob Moe, nascido em Nova York, é co-fundador e diretor executivo do festival de verão anual Syros International Film Festival que tem lugar na capital das ilhas Cíclades, na Grécia. O festival é curador da produção cinematográfica regional e valoriza as riquezas arquitetônicas da ilha - estaleiros, docas, cinema ao ar livre e o célebre Teatro Apolo. Estudou Ciências Políticas e Cinema noPomona College de Los Angeles, Califórnia, onde trabalhou inclusive com a Chain Camera Pictures na produção de documentários. Em 2011 realizou em Fortaleza estudos sobre desenvolvimento sustentável. Atnalmente é produtor cinematográfico de documentários e tradutor de literatura grega em Atenas, onde reside, e também tradutor-intérprete do Museu de Fotografia de Tessaloniki.

As sessões fazem parte parte das comemorações de 30 anos do Grupo Estação.

Cinema antigo com piano ao vivo
Terça, 14 de abril, 21h
Quarta, 15 de abril, 17h


ingressos:  R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (Meia).
Censura livre

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Luis Fernando Verissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura mostram um retrato bem-humorado da terceira idade em " BarbarIdade"


  
Três dos maiores autores brasileiros, Luis Fernando Verissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura sabem por experiência própria que falar da terceira idade não é o momento de lamentar impedimentos físicos, chorar diante da perda de audição, da cegueira ou qualquer clichê do gênero. É hora de celebrar aquele tempo da vida em que você se permite ser quem quiser, sem vergonha, sem impedimentos, sem medos.


A partir das ideias originais desses três célebres oitentões e sua própria visão sobre o tema, o dramaturgo Rodrigo Nogueira (de ‘Rock in Rio, o musical’ e ‘Chacrinha, o musical’ ao lado de Pedro Bial) criou uma história que estabelece um paralelo entre a liberdade que se conquista na terceira idade e aquela que se vivencia quando o ator está em cima do palco. O espetáculo abrange a questão da conquista da longevidade com qualidade de vida e bem-estar.  

O diretor e coreógrafo Alonso Barros diz que: “A peça tem um  olhar leve, com respeito ao mesmo tempo que engraçado , é um tema delicado, com uma linguagem que diverte sem ser chato”.

Em uma metalinguagem com o teatro musical, o espetáculo narra a história de três autores (vividos por Edwin Luisi, Osmar Prado e Marcos Oliveira, que estão impecáveis em cena!) que são contratados para escrever um musical sobre a terceira idade, mas não entendem nada do assunto. Diante de um bloqueio criativo, o trio recebe a visita de Matusalém, o personagem mais velho do mundo, que vai ajudá-los na missão. No musical, os protagonistas relembram momentos da juventude deles. 

Com um ótimo texto, boas piadas (gargalhada garantida!!!), o musical é charmoso pela sua abordagem. Os personagens são bem construídos, o timing e a química entre os atores é perfeito.

É a primeira vez que Edwin Luisi participa de um musical. “Eu tenho uma carreira diversificada, gosto de intercalar dramas com comédias, por exemplo. Eu nunca tinha feito um musical, e adorei a oportunidade de começar no gênero em que fala da terceira idade de uma maneira produtiva, bem-humorada, sem impedimentos”, declara Edwin, cujo personagem, descreve, tem um lado “vaidoso e garanhão”. Depois de 14 anos vivendo o personagem Beiçola em ‘A grande família’, Marcos Oliveira também comemora sua primeira experiência no gênero. “Adorei o convite! É um espetáculo que fala de como podemos chegar à terceira idade de uma maneira produtiva, deixando de lado os preconceitos ainda fortes em nosso país”, define. Experientes em musicais, Osmar Prado descreve seu personagem: “Sou o mais ponderado dos três e o mais romântico”, conta o ator.

A trilha sonora é bem definida e com músicas bem adaptadas, composta por mais de 30 canções (com medleys) que vão desde o funk até Frank Sinatra e algumas paródias. Há ainda uma canção inédita: 'Ser velhinho', composta por Pedro Verissimo (filho de Luis Fernando Verissimo), com letras do pai, Ziraldo e Zuenir.

A direção e coreografia são assinadas por Alonso Barros (‘Se eu fosse você, o musical’, ‘Elis, A musical’, ‘Chacrinha, o musical’, entre outros trabalhos). Ele ainda afirma: “A velhice faz parte do ciclo da vida. É importante acreditar que podemos chegar lá produtivos, com otimismo, vontade de viver. O musical também me deu essa oportunidade especial de trabalhar com grandes ícones da TV e do teatro brasileiros”, analisa Alonso.

O diretor ressalta que teve pouco tempo para arrumar a casa, “uma semana para ser mais exato, com todos em volta, nos outros musicais eu tinha mais controle de tudo por ter mais tempo e estar sempre observando”.

Para encerrar, perguntei à ele se podiamos comparar nossos musicais com os da Broadway: “Não dá para comparar, eles tem escola, mais de um século de tradição, mesmo que o nosso musical tenha melhorado muito em qualidade e outros quesitos”.
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Serviço: BarbarIdade
 Teatro Oi Casa Grande, Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
Dias e horários: 5ª a sábado, às 21h e domingo, às 19h.
Telefone: 2511-0800
Preço: 5ª: R$ 60 (balcão setor 3); R$ 80 (balcão setor 2); R$ 130 (plateia setor 1) e R$ 160 (plateia VIP e camarote).  6ª: R$ 70 (balcão setor 3); R$ 100 (balcão setor 2); R$ 140 (plateia setor 1) e R$ 170 (plateia VIP e camarote).  Sábado e domingo: R$ 80 (balcão setor 3); R$ 110 (balcão setor 2); R$ 160 (plateia setor 1) e R$ 190 (plateia VIP e camarote).
Capacidade:  926 pessoas.
Duração: 2h.
Classificação etária: Livre

Até 14 de junho