quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO OFERECE VISITAS MEDIADAS E OFICINAS DE CRÔNICA E DE PINTURA EM AZULEJO



A partir deste mês, além das exposições em cartaz, o Programa Educativo CAIXA Gente Arteira mediará visitas às obras permanentes do espaço

Neste mês de janeiro, o programa educativo CAIXA Gente Arteira intensifica sua programação de oficinas gratuitas para públicos variados. São atividades de arte-educação inspiradas na programação em cartaz.

Desta vez, os participantes realizarão atividades que têm como base a mostra de cinema Paisagens do Rio de Janeiro: a poética de David Neves, em cartaz no espaço, e a exposição Athos Bulcão, tradição e modernidade,que abre no dia 10 de janeiro (sábado).

Além das oficinas e do atendimento ao público espontâneo de terça a domingo, das 10h às 21h, o Programa Educativo CAIXA Gente Arteira oferece mediações com horários fixos para as exposições pautadas na CAIXA Cultural Rio de Janeiro todas as quartas, sextas e sábados, às 12h e às 17h. A partir deste mês, a mediação fixa se estenderá às obras permanentes da CAIXA Cultural Rio de Janeiro que são o painel de Bandeira de Mello e as pilastras de terracota do artista plástico Júlio Spinoso.

O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira tem como objetivo criar um espaço de reflexão e sensibilização para a arte e cultura, proporcionando a troca de experiências entre os participantes, os espaços e os segmentos artísticos. O agendamento de atividades para grupo deve ser feito pelo endereço eletrônicoagendamento@gentearteirarj.com.br ou pelo telefone (21) 3980-4898.


Programação:

Rio de Janeiro em Crônicas e contos
(Oficina inspirada na Mostra de cinema Paisagens do Rio de Janeiro: a poética de David Neves)
O público conhecerá uma mostra de autores que escreveram crônicas e contos sobre o Rio de Janeiro e produzirá o seu próprio texto escolhendo seus lugares favoritos da cidade.

Para público espontâneo
Data: 10 e 11 de janeiro (sábado e domingo)
Horário: 17h às 19h
Vagas: 25
Classificação Indicativa: 14 anos


Pintura em azulejo
(Exposição Athos Bulcão, tradição e modernidade)
Pintar azulejos tomando como base os painéis de Athos Bulcão. O público será incentivado a pintar diferentes formas geométricas e visualizar a sua criação em longa escala. As crianças que participarão da atividade usarão eucatex como material.

Para público espontâneo
Data: 16 de janeiro (sexta-feira)
Horário: 17h às 19h
Vagas: 25
Classificação Indicativa: Livre

Serviço:
Programa Educativo CAIXA Gente Arteira - Oficinas
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Agendamentos: (21) 3980-4898 - agendamento@gentearteirarj.com.br
Entrada franca
Patrocínio: Caixa Econômica Federal


MOSTRA DOKU.ARTS NO IMS - RJ


Entre os dias 8 e 14 de janeiro, o cinema do Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro exibirá a mostra alemã de documentários Doku.Arts. Nesta edição a seleção foi feita para refletir sobre a ética e a estética da apropriação no cinema na realização de novos filmes com imagens de filmes antigos. 

Para o programa, em parceria com o IMS, o Doku.Arts selecionou em sua maioria, documentários sobre o cinema de Alfred Hitchcock, Michael Haneke, Alexander Sokurov, Béla Tarr, Chris Marker, Alain Resnais e o fotógrafo mexicano Gabriel Figueroa.

Preços: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia).

Quinta | 8 de janeiro
16h  A máquina louca  (Miradas múltiples, la máquina loca) de Emilio Maillé  (México, 2012. 93’) 

Um panorama da extensa carreira cinematográfica (mais de 200 títulos; entre eles, filmes de Buñuel, Ford e Huston) do fotógrafo mexicano Gabriel Figueroa.

20h  Béla Tarr : outrora eu fui um diretor de cinema (Tarr Béla: I used to be a filmmmaker) de Jean Marc Lamoure (França, 2013. 88’)

Diretor célebre pela complexidade de seus movimentos de câmera, Tarr anunciou recentemente que deixou de fazer filmes. Este documentário sobre o que se passa por trás das câmeras de seu último trabalho, O cavalo de Turim (2010) – os guindastes, as máquinas de vento e os equipamentos de iluminação –, registra também observações do diretor sobre o seu ofício: “Cinema é coisa que se faz num sistema bastante feudal. Alguém, uma só pessoa, decide onde colocar a câmera. Não existe democracia no mundo da arte. Ou – acrescenta com um sorriso – existe tanta democracia na arte quanto na vida.”

Sexta | 9 de janeiro
14h A voz de Sokurov (Sokurovin ääni) de Leena Kilpeläinen (Finlândia, 2014. 77’)

Com base em seis longas entrevistas filmadas em seis locais diferentes de São Petersburgo, o filme documenta o método de trabalho do diretor de obras impactantes como Moloch, Arca russa e Fausto.

16h  Michael H. Profissão: diretor de cinema  (Michael H. Profession: Director) de Yves Montmayeur (França, 2013. 92’)

Um dos cineastas europeus mais polêmicos e ao mesmo tempo mais respeitados, Haneke investiga as origens da violência na psique humana e, simultaneamente, questiona em que medida existe um prazer em ver a violência representada na tela.

20h  O duplo (Double Take)  de Johan Grimonprez  (Inglaterra, Alemanha, Holanda, 2009. 80’) 

Entre 1958 e 1963 – a Guerra Fria na política internacional e a televisão começando a remodelar a sociedade –, Alfred Hitchcock fez Intriga internacional, Psicose e Os pássaros. Grimonprez investiga este período a partir do que identifica como o confronto central dos filmes de Hitchcock: o confronto com o duplo, marcado então por uma estranha advertência: “Se encontrar o seu duplo, você deve matá-lo.” Um filme de muitos pares estranhos: Hitchcock e seu duplo, Kruschev e Nixon, Nixon e Kennedy, Kennedy e Kruschev, Leste e Oeste, foguetes soviéticos e televisões americanas.

Sábado | 10 de janeiro
16h  Béla Tarr : Outrora eu fui um diretor de cinema (Tarr Béla: I used to be a filmmmaker) de Jean Marc Lamoure (França, 2013. 88’)

20h 
Para os outros (It for others) de Duncan Campbell (Inglaterra, 2013. 54’)

Uma discussão do colonialismo e das práticas dos museus e mercados de arte. Um filme inspirado em As estátuas também morrem, de Marker e Resnais (1953), e na tradição do pensamento marxista, ilustrado no filme por meio de um balé da companhia de dança de Michael Clark.

As estátuas também morrem (Les Statutes meurent aussi) de Chris Marker e Alain Resnais (França, 1953. 30‘)

“É estranho que o panfleto, gênero admitido e honrado na literatura, não seja aceito no cinema”, observou Marker ao comentar a censura imposta pela França a este filme sobre “a deformação que o olhar colonialista impôs à arte africana ao retirá-la de seu contexto”.

Domingo | 11 de janeiro
16h  Michael H. Profissão: diretor de cinema  (Michael H. Profession: Director) de Yves Montmayeur (Austria, França, 2013. 92’)

Um dos cineastas europeus mais polêmicos e ao mesmo tempo mais respeitados, Haneke investiga as origens da violência na psique humana e, simultaneamente, questiona em que medida existe um prazer em ver a violência representada na tela.

20h 
A máquina Louca 
(Miradas múltiples, la máquina loca) de Emilio Maillé  (México, 2012. 93’) 

Um panorama da extensa carreira cinematográfica (mais de 200 títulos; entre eles, filmes de Buñuel, Ford e Huston) do fotógrafo mexicano Gabriel Figueroa.

Terça | 13 de janeiro
14h 
Béla Tarr : outrora eu fui um diretor de cinema (Tarr Béla: I used to be a filmmmaker) de Jean Marc Lamoure (França, 2013. 88’)

16h 
Nós que aqui estamos por vós esperamos de Marcelo Masagão (Brasil, 1998. 102’)

20h 
Outro sertão de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela (Brasil, 2013.) 

“Guimarães Rosa como consul brasileiro na Alemanha nazista: a pesquisa durou uma década”, dizem as diretoras. “Visitamos incontáveis arquivos, encontramos um dossiê da Gestapo sobre Guimarães Rosa e reunimos relatos de judeus que deixaram a Alemanha com vistos expedidos pelo consulado brasileiro em Hamburgo”.

Quarta | 14 de janeiro
14h 
Para os outros 
(It for others) de Duncan Campbell (Inglaterra, 2013. 54’)

Uma discussão do colonialismo e das práticas dos museus e mercados de arte. Um filme inspirado em As estátuas também morrem, de Marker e Resnais (1953), e na tradição do pensamento marxista, ilustrado no filme por meio de um balé da companhia de dança de Michael Clark.

As estátuas também morrem (Les Statutes meurent aussi) de Chris Marker e Alain Resnais (França, 1953. 30‘)

Para Marker, um filme sobre “a deformação que o olhar colonialista impôs à arte africana ao retirá-la de seu contexto”.

16h 
O Duplo 
(Double Take) de Johan Grimonprez (Inglaterra, Alemanha, Holanda, 2009. 80’)

Entre 1958 e 1963 – a Guerra Fria na política internacional e a televisão começando a remodelar a sociedade –, Alfred Hitchcock fez Intriga internacional, Psicose e Os pássaros. Grimonprez investiga este período a partir do que identifica como o confronto central dos filmes de Hitchcock: o confronto com o duplo, marcado então por uma estranha advertência: “Se encontrar o seu duplo, você deve matá-lo.” Um filme de muitos pares estranhos: Hitchcock e seu duplo, Kruschev e Nixon, Nixon e Kennedy, Kennedy e Kruschev, Leste e Oeste, foguetes soviéticos e televisões americanas.

20h A voz de Sokurov (Sokurovin ääni) de Leena Kilpeläinen (Finlândia, 2014. 77’)

Com base em seis longas entrevistas filmadas em seis locais diferentes de São Petersburgo, o filme documenta o método de trabalho do diretor de obras impactantes como Moloch, Arca russa e Fausto.

Todos os ingressos disponíveis também em www.ingresso.com

Sessões para escolas e agendamento de cabines pelo telefone (21) 3284 7417

Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.

Capacidade da sala: 113 lugares

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domingo, 4 de janeiro de 2015

ELIS REGINA REVIVE NA DIREÇÃO DE DENNIS CARVALHO



Sejam bem-vindos a vida de Elis Regina, considerada a maior cantora do Brasil!

O musical em sua homenagem não segue a risca o roteiro de sua vida (até por que seria impossível, né), a direção de Dennis Carvalho (primeira peça teatral dirigida por ele) nos presenteia com o melhor dela (se assim, posso dizer), geniosa, exigente, sempre em busca de ter total controle sobre sua carreira.

"Elis, A musical" surgiu de um texto escrito por Nelson Motta e Patricia Andrade, que ao serem convidados pelos produtores do espetáculo, já escreviam um roteiro sobre a vida da cantora para o cinema.

O enredo da peça retrata as questões pessoais e a convivência de Elis com ícones como Ronaldo Bôscoli, Cesar Camargo Mariano e Tom Jobim.

Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade, Elis tinha uma personalidade que misturava coragem e insegurança em doses iguais. 

A atriz Laila Garin, que interpreta Elis Regina, transformou o musical em  grande sucesso da Estação. Além da belíssima atuação, seu  timbre é capaz de emocionar cada vez que começa a cantar. É completamente espetacular vê-la no palco.

A direção de Dennis Carvalho junto com a produção fazem de “Elis, A musical” um belíssima montagem sobre a trajetória de Elis Regina, um espetáculo muito bem montado e coreografado, que consegue recriar no palco o surgimento dessa estrela que foi vítima de uma mistura letal de cocaína e álcool.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Frida Y Diego - texto inédito de Maria Adelaide Amaral, estreia no Rio de Janeiro dia 8 de janeiro


COM LEONA CAVALLI E JOSÉ RUBENS CHACHÁ NO PAPEL DO CASAL DE ARTISTAS MEXICANOS FRIDA KAHLO E DIEGO RIVERA, ESPETÁCULO TEM DIREÇÃO DE EDUARDO FIGUEIREDO E FICA EM CARTAZ NO TEATRO MAISON DE FRANCE ATÉ 29 DE MARÇO DE 2015

Em peça inédita, Maria Adelaide Amaral retrata a complexa e intensa relação dos fascinantes artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera. Com direção de Eduardo Figueiredo, “Frida Y Diego” estreia no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, dia 8 de janeiro, às 19h30m, com uma apresentação para convidados.

O último texto de Maria Adelaide encenado nos palcos foi “Chanel” com Marília Pera, há dez anos. Depois desta criação autoral, a dramaturga também chegou a assinar a adaptação para os palcos do livro “As Meninas”, de Lygia Fagundes Telles. Com “Frida y Diego”, Maria Adelaide quebra o jejum de 10 anos sem um  texto inédito seu para o Teatro.

Com a atriz Leona Cavalli interpretando Frida Kahlo e José Rubens Chachá como Diego Rivera, o espetáculo narra o reencontro dos artistas depois de uma traumática separação. Numa fase muito difícil da vida de Frida, quando já bastante doente e com muitas dores, voltou a morar com Diego, em casas vizinhas ligadas por um corredor.

Os dois viveram um grande e conturbado amor, ao mesmo tempo em que influenciavam, com sua arte latina, o mundo das artes plásticas europeu e americano na animada e confusa década de 30.  A peça, recheada de conflitos, poesia, nostalgia e humor, tem Iluminação assinada por Guilherme Bonfanti, cenário, figurino e adereços por Márcio Vinícius e direção musical de Guga Stroeter.


A montagem
O convite para escrever uma peça sobre Frida Kahlo e Diego Rivera foi feito pelo diretor Eduardo Figueiredo e pelo diretor de produção do espetáculo, o ator Maurício Machado, à dramaturga Maria Adelaide Amaral em 2013. “Eu sempre tive fascínio por Frida e Diego. Vi algumas exposições dela por esse mundo afora e quando fui ao México conheci pessoalmente a obra de Diego. Estive na Casa Azul duas vezes e visitei a casa deles em San Angel. Isso alguns meses antes do Eduardo e do Maurício me encomendarem a peça”, conta a autora. Maria Adelaide estudou profundamente a vida da dupla de artistas para escrever o texto. “Não é bem ficção. É teatro, e o tema foi intensamente pesquisado nos livros sobre Diego e Frida e em outros que me mandaram dos Estados Unidos e México”, completa Maria Adelaide.

Para a montagem, o diretor Eduardo Figueiredo focou na interpretação do elenco: “Esse espetáculo é dos atores, nós só vamos preparar a cama para eles se divertirem” e optou por colocar música ao vivo na peça. No palco, dois músicos tocam acordeom e baixo. “É fundamental que uma peça como esta tenha músicos em cena, o próprio Diego Rivera era um grande festeiro e a música, aqui, reforça a passionalidade da relação deles. Pretendo falar da humanidade presente destes dois grandes artistas. Outro aspecto importante é fomentar questionamentos, nesse contexto específico, com temas tão contemporâneos como traição e lealdade”, comenta o diretor.

Sobre a obra de Maria Adelaide Amaral, Eduardo acrescenta: “O texto apresenta de forma explícita esse universo afetivo desses dois grandes artistas sem perder o panorama histórico que tanto os influenciaram. A dramaturgia e o trabalho dos atores são o nosso norte no espetáculo!"

O ator José Rubens Chachá, que completa 40 anos de carreia com esta montagem, observa: “Foi o melhor presente que poderia receber. Eu tenho um fascínio muito grande por personagens reais. Quando completei 30 anos de carreira a Maria Adelaide me convidou para viver Oswald de Andrade no espetáculo “Tarsila”, também de sua autoria. Desta vez o presente me surpreendeu ainda mais. Considero Oswald e Diego dois antropofágicos em suas artes tão diversas”.

Há nove anos sem participar de uma produção de teatro, a atriz Leona Cavalli comemora o retorno. “Frida foi sempre absolutamente avançada em sua arte e na vida, ela teve a coragem de fazer da sua existência uma obra de arte e fez isso com extrema inteligência, indo muito além da sua dor. É um privilégio trazer para a cena a humanidade dela, o texto da Maria Adelaide coloca a matéria prima da arte da Frida na dramaturgia, ou seja, a sua vida. Muitas coisas que estão escritas na peça foram ditas pela artista”, conta a atriz.

Sobre a história
Frida Kahlo foi uma artista única, para muitos é considerada a pintora do século. Em 1913, com seis anos, contraiu poliomielite, a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo dos anos. Apesar de seu pouco tempo de vida, deixou obras magníficas e intrigantes que influenciam o mundo das artes até hoje. Sua trajetória também é tida como uma obra instigante e com grande poder de chamar atenção.

Desde criança Diego Rivera quis ser pintor e todos percebiam ter talento para isso. Ao ficar adulto, após estudar pintura na adolescência, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos, onde ficou de 1907 até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contato com vários artistas da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra. Nesta época começou a trabalhar num ateliê em Madri, na Espanha. Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão.

Frida e Diego se casaram em 1929. Ela com 22 anos e ele com 43, era o terceiro casamento de Diego. Viveram uma relação muito conturbada, tanto pelos casos extraconjugais de ambos quanto por suas personalidades fortes e convicções artísticas e políticas. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo ela sendo casada, mas não aceitava os casos da esposa com homens. O casamento era cheio de brigas e confusões, também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida, que enfrentava problemas de saúde desde muito jovem devido a um sério acidente sofrido na adolescência, não conseguir engravidar. Durante o relacionamento dos dois, Frida sofreu muitos abortos, inclusive.

O ápice da separação aconteceu quando Rivera envolveu-se com sua cunhada, Cristina, e tornou-se amante dela. Ficaram muitos anos juntos e tiveram seis filhos. Frida apanhou-os na cama, tendo um ataque histérico e cortando os próprios cabelos. Como vingança, passou a atormentá-lo, passando a persegui-lo e odiar a irmã. Muito abalado com tudo, Diego abandonou os filhos e Cristina, que foi embora. Depois acabou indo atrás de Frida, mas não teve sucesso na reconquista. Passaram a ser inimigos. Rivera continuou com sua vida de antes, muitas bebidas e amantes, inclusive saía com prostitutas, mas sempre pensando em Frida. Após um período separados, Frida e Rivera se reconciliaram. Os dois moraram em casas vizinhas conectadas por um corredor até a morte de Frida em 1954, aos 47 anos. A Casa Azul, como ficou conhecida, abriga hoje o Museu Frida Kahlo, na Cidade do México, e conserva tudo como os dois deixaram. Lá é possível encontrar cartas de amor trocadas pelo casal e diversos objetos do cotidiano dos dois.
Sinopse
A peça fala do casamento e da relação entre Frida Kahlo e Diego Rivera. Uma história de paixão e cumplicidade. Com todos os dramas, rupturas e reconciliações, era uma relação de liberdade e amor incondicional. O espetáculo se passa entre o período de 1929 a 1953, no México, França e Estados Unidos, onde viveram e trabalharam: a conturbada relação do casal, as mútuas infidelidades, personalidades fortes e as suas convicções artísticas e políticas.

Ficha Técnica
Texto: Maria Adelaide Amaral. Direção: Eduardo Figueiredo. Elenco: Leona Cavalli e José Rubens Chachá.Direção musical e trilha: Guga Stroeter e Matias Capovilla. Músicos: Wilson Feitosa (acordeom) e Mauro Domenech (baixo acústico). Direção de arte – cenografia, figurinos e adereços: Marcio Vinicius. Visagismo:Anderson Bueno. Desenho de luz: Guilherme Bonfanti. Assistência de direção: Alex Bartelli. Direção de movimento: Renata Brás. Estágio de direção: Eric Mourão. Programação visual: Vitor Vieira. Projeto de vídeo e projeções: Jonas Golfeto. Fotos de divulgação: Gabriel Wickbold. Fotos de cena: Lenise Pinheiro.Produção executiva: Ton Miranda. Gerência de produção: Bia Izar. Direção de produção: Maurício Machado. Realização e produção: manhas & manias eventos.

Serviço
Frida Y Diego, de Maria Adelaide Amaral
TEATRO MAISON DE FRANCE – Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro – RJ
Tel: (21) 2544-2533
Temporada: de 8 de janeiro a 29 de março de 2015
Quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
Ingressos: R$ 60,00 (quintas e sextas-feiras), R$ 80,00 (sábados e domingos).
Direção: Eduardo Figueiredo.
Elenco: Leona Cavalli e José Rubens Chachá.
Duração: 90minutos.
Classificação indicativa: 16 anos.
Lotação: 353 pessoas

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO REALIZA OFICINA DE LINOLEOGRAFIA COM ENTRADA FRANCA




Programa Educativo CAIXA Gente Arteira trabalhará com os participantes a técnica Linoleogravura inspirada na exposição Caverna Kitsch, em cartaz no espaço

O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira oferece oficina com entrada franca no próximo fim de semana (13 e 14/12), das 15h às 17h. Trata-se da oficina de Linoleogravura - um processo semelhante à xilogravura. Serão oferecidas 25 vagas, sem necessidade de inscrição prévia.

Em dezembro, a CAIXA Cultural Rio de Janeiro também dá continuidade à sua programação de visitas mediadas pelas exposições em cartaz no espaço. As visitas são realizadas às quartas, sextas e aos sábados, às 12h e às 17h, com entrada franca, nas mostras Caverna Kitsch, Figura Humana Ron English – do estúdio para a rua, que ocupam as galerias do espaço neste mês.

Além dos horários fixos, o Programa Educativo CAIXA Gente Arteira oferece mediações durante todo o horário de funcionamento do espaço, de terça a domingo das 10h às 21h. Basta solicitar aos mediadores presentes nas galerias para ter uma experiência mais aprofundada na visita às exposições.

O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira é uma oportunidade de reflexão e sensibilização para a arte e cultura. As atividades proporcionam a troca de experiências entre os participantes, os espaços e os segmentos artísticos. O programa também atende a grupos mediante agendamento prévio, que pode ser feito pelo endereço eletrônico agendamento@gentearteirarj.com.br ou pelo telefone (21) 3980-4898.
                                 
Programação:

Oficina de linoleogravura
Os participantes irão experimentar técnicas de linoleogravura, utilizando linóleo (um tipo de borracha) como matriz para impressão em papel couchê fosco. Atividade inspirada na exposição Caverna Kitsch, do artista Gabriel Centurion, em cartaz na Galeria 1 da CAIXA Cultural Rio de Janeiro.
Datas: Dias 13 e 14 de dezembro (sábado e domingo)
Horário: das 15h às 17h
Classificação: 14 anos
Vagas: 25 pessoas

Visitas mediadas:
Quartas, sextas e sábados
Horários fixos: às 12h e às 17h.

Serviço:
Programa Educativo CAIXA Gente Arteira
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone para Agendamentos: (21) 3980-4898
Correio eletrônico: agendamento@gentearteirarj.com.br
Entrada franca

CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EXIBE FILMES DE JORGE FURTADO


Mostra reúne trabalhos dirigidos e roteirizados pelo cineasta, além de masterclass e debates em homenagem aos 30 anos de carreira


A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 9 a 21 de dezembro, a mostra Palavra em movimento – Filmes e roteiros de Jorge Furtado, em homenagem aos 30 anos de carreira de um dos mais criativos cineastas brasileiros. Serão exibidas obras de toda sua carreira como diretor e roteirista, entre curtas, longas e programas de TV. Além das projeções, a programação da mostra contará com uma masterclass com Jorge Furtado, no dia 20 de dezembro, e debates nos dias 13 e 21 de dezembro. Os encontros serão com entrada franca.

Além de O homem que copiava, que foi sucesso de bilheteria com mais de 600 mil espectadores no cinema e lhe trouxe vários prêmios nacionais e internacionais, Jorge Furtado também tem no currículo a recente série Doce de Mãe, exibida pela TV Globo e protagonizada por Fernanda Montenegro, o longa Meu tio matou um cara, roteiros de A mulher invisívelClandestinosÓ Pai ó, O coronel e o Lobisomem, Lisbela e o prisioneiro, Os normais, entre outros. O cineasta foi vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990, pelo curta-metragem Ilha das Flores.

A mostra também é uma nova chance para assistir ao mais recente trabalho do diretor, seu primeiro longa-metragem documentário O Mercado de Notícias, sobre jornalismo e democracia, que reúne depoimentos de importantes jornalistas brasileiros e esteve em cartaz em 2014. “Jorge Furtado é um autor de roteiros arrojados, com diálogos inventivos, repletos de humor e viradas mirabolantes, divide-se constantemente entre o cinema e a TV e, assim, se mantém como um dos mais prolíficos realizadores do país hoje”, afirma Angelo Defanti, curador da mostra.

Um catálogo com informações de todos os filmes e transcrição de uma entrevista com Jorge Furtado foi produzido especialmente para o projeto e será distribuído a quem apresentar duas entradas na bilheteria. A programação completa e outras informações sobre a mostra serão disponibilizadas na página https://www.facebook.com/mostrajorgefurtado.

Serviço:
Palavra em movimento – Filmes e roteiros de Jorge Furtado
Data: 9 a 21 de dezembro de 2014 (terça-feira a domingo)
Horários: consultar programação
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Lotação: Cinema 1 – 78 lugares (mais 3 para cadeirantes); Cinema 2 – 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes da CAIXA pagam meia.

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação indicativa: consultar programação
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Acesso para pessoas com deficiência
Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (RJ)
(21) 3980-3096 / 4097