segunda-feira, 10 de junho de 2013

HERMETO PASCHOAL NA CAIXA CULTURAL RIO


Compositor, arranjador e multi-instrumentista comemora seus 77 anos no palco

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 21 a 23 de junho (sexta-feira a domingo), às 19h, o show “Hermeto Paschoal e grupo” em comemoração ao aniversário do artista, que completa 77 anos no dia 22 (sábado). O espetáculo musical tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

No palco, Hermeto estará acompanhado do grupo formado por Aline Morena (voz, viola caipira e percussão corporal), Itiberê Zwarg (baixo elétrico e percussão), André Marques (teclado, flauta e percussão), Vinicius Dorin (saxofones, flautas e percussão), Fabio Pascoal (percussão e direção de palco) e Marcio Bahia/Ajurinã Zwarg (bateria e percussão).

No repertório, algumas canções como “Vivo o Rio”, “Circo Voador”, “Tamancos e Pilões”, “Garrote”, “Brasil com Z”, “Ailin”, “Taynara”, “Trezão” e “Frulato”.

Sobre o artista:
Hermeto Paschoal nasceu em 22 de junho de 1936, em Olho d´Água (AL), mas foi criado em Lagoa da Canoa, no município de Arapiraca (AL). Os sons da natureza fascinaram o músico desde pequeno. A partir de um cano de mamona de "jerimum" (abóbora), fazia um pífaro e ficava tocando para os passarinhos.

Hermeto resolveu experimentar o “8 baixos” (sanfona) de seu pai e não parou mais. Passou a tocar com seu irmão mais velho, José Neto, em forrós e festas de casamento, revezando-se com ele no 8 baixos e no pandeiro. Em 1950, foi morar no Recife e começou a tocar na Rádio Tamandaré. De lá, foi convidado, com a ajuda de Sivuca, sanfoneiro já de sucesso, para integrar a Rádio Jornal do Commercio, onde seu irmão também tocava. Juntos – Hermeto, José Neto e Sivuca –, formaram o trio “O Mundo Pegando Fogo”.

Do Recife, mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1958, para tocar acordeom na rádio Mauá e de lá seguiu para São Paulo, em 1961. Com a participação de outros músicos, formou o grupo ”Som Quatro” e mais tarde integrou o “Sambrasa Trio”.

Devido ao seu talento e criatividade, Hermeto Paschoal virou atração em diversos eventos importantes de música, como o I Festival Internacional de Jazz, em 1978, em São Paulo, o “Festival de Montreaux”, na Suíça – que resultou no álbum duplo “Hermeto Pascoal ao Vivo” –, e o festival “Live Under the Sky”, em Tóquio.

Serviço:
Hermeto Paschoal e grupo
Data: de 21 a 23 de junho de 2013 (sexta-feira a domingo)
Horário: 19h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
Informações: (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação: 176 lugares (4 para cadeirantes)
Classificação etária: Livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Acesso para pessoas com deficiência
Programação completa da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural

OBSESSÃO NO PALCO DA CAIXA CULTURAL RIO


 A peça é uma comédia passional que conta a história de amizade e de rivalidade entre duas mulheres

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 27 de junho a 7 de julho, a peça “Obsessão”, que narra a amizade e rivalidade, de toda uma vida, entre duas mulheres. A história das amigas Lívia e Marina é apenas o ponto de partida para investigar o universo feminino e suas sutilezas. Com texto de Carla Faour e direção de Henrique Tavares, o espetáculo tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

O roteiro investiga, com muito humor, o universo feminino e amoroso, e fala de assuntos que afligem a todos, como as relações afetivas, sonhos, frustrações, realização profissional, maternidade, padrões de beleza, autoestima, casamento e solidão. O texto faz uso do narrador, recurso muito usado nos folhetins. Com olhar crítico e poético, aliado a um humor irônico, o narrador é o mestre de cerimônias que conduz o público pela saga dessas duas mulheres. A trama, contada de maneira original, subverte a ordem cronológica e tem um final surpreendente.

O texto de “Obsessão” é inédito e nasceu nas páginas de um site pioneiro (www.dramadiario.com), formado por sete dramaturgos com forte atuação na cena contemporânea do Rio de Janeiro. A peça foi escrita a partir de postagens semanais, o que permitiu que os internautas acompanhassem os 15 capítulos, durante quatro meses. A história teve grande êxito, com um grande aumento do número de visitas ao site.

“Grande parte da ação se passa em Lisboa. A cidade simboliza a ligação mais forte com nossos antepassados, laços afetivos e consanguíneos. Embora, Lívia e Marina não tenham nenhuma relação de parentesco, são tão próximas como duas irmãs, rivais como inimigas de guerra, estão conectadas desde todo o sempre. Inexplicavelmente, pelo destino”, explica Carla Faour. “Obsessão é um daqueles espetáculos difíceis de classificar, quando o riso e a emoção embaralham os sentimentos”, completa.

Carla Faour e Henrique Tavares são dois artistas atuantes no teatro carioca, com trabalhos voltados para a dramaturgia original contemporânea, e têm 17 espetáculos no currículo. “Obsessão” recebeu o prêmio APTR 2012 de Melhor Autor, duas indicações ao Prêmio Shell, Melhor Autor e Melhor Diretor, Prêmio FITA de Melhor Autor, indicação ao Prêmio APTR de Melhor Atriz Coadjuvante e duas indicações ao prêmio FITA: Melhor Diretor e Melhor Atriz.

Serviço:
Espetáculo “Obsessão”
Duração: 1 hora e 20 minutos
Data: de 27 de junho a 7 de julho de 2013 (quinta-feira a domingo)
Horário: 19h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
Informações: (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação: 176 lugares (4 para cadeirantes)
Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos
Acesso para pessoas com deficiência
Programação completa da CAIXA Culturalwww.caixa.gov.br/caixacultural

exposição Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento no IMS

O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abre no dia 14 de junho (sexta-feira), às 19h, a exposição Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento, com 255 obras entre fotografias, fac-símiles de páginas de diários e álbuns, vistas estereoscópicas, autocromos, filmes, todas pertencentes à instituição francesa Donation Lartigue. A curadoria é de Martine d’Astier, diretora da Donation Lartigue, com colaboração de Élise Jasmin. A exposição, inédita no Brasil, chega ao país graças à parceria entre IMS e Donation Lartigue. Na noite de abertura, às 20h, o historiador Mauricio Lissovsky, especialista nas relações entre fotografia e história, fará uma palestra com a participação de Martine d’Astier e de Élise Jasmin. 

Paralelamente à mostra, serão exibidas no IMS-RJ duas cópias recentemente restauradas de dois clássicos do cinema mudo francês: Eu acuso (1918), do diretor Abel Gance – amigo de Jacques Henri Lartigue –, e Nana (1926), de Jean Renoir. O IMS apresenta dois outros filmes desses mesmos autores: A grande ilusão (1938), de Renoir, e A roda (1923), de Gance. A programação dos filmes pode ser encontrada no site www.ims.com.br.

Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento:

Nascido em uma família da alta burguesia parisiense, Jacques Henri Lartigue (1894-1986) ganhou de seu pai sua primeira câmera fotográfica aos oito anos e, até os 92, colecionaria com obstinação os instantes de sua vida, conservados em 135 álbuns diagramados por ele mesmo. Reconhecido tardiamente como um dos maiores fotógrafos do século xx (ainda que se dissesse pintor), foi como amador que Lartigue praticou a fotografia, em forma de crônica íntima, um testemunho deslumbrante do mundo que o cercava. Nesta primeira exposição dedicada a Lartigue no Brasil, sua obra foi revisitada a partir de dois elementos: o ar e a água, seus temas prediletos. A obra fotográfica de Jacques Henri Lartigue é a crônica minuciosa de sua vida: jogos, viagens familiares, retratos de amigos, atividades esportivas. Lartigue capturou com sucesso os instantes mais fugazes, especialmente os corpos e objetos em movimento, saltos e cambalhotas, carros em alta velocidade, aviões voando, quedas e mergulhos.

SERVIÇO :
Abertura: 14 de junho (sexta-feira), às 19h
20h: palestra de Maurício Lissovsky
Visitação: de 15 de junho a 15 de setembro
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
De terça a sexta, às 17h, visita guiada pelas exposições.
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

sexta-feira, 7 de junho de 2013


LEVADA OI FUTURO são duas apresentações por fim de semana, sextas e sábados às 21:00 no Teatro OI FUTURO IPANEMA. E o ingresso está baratinho: R$20,00 e R$10,00 (meia).

quarta-feira, 5 de junho de 2013



Às vésperas do carnaval, alguns líderes dos grupos de mascarados conhecidos como “bate-bolas” ou “clóvis” começam a desaparecer nas ruas do Rio de Janeiro. Ayana, uma menina de 13 anos, filha de um dos desaparecidos, embarca então em uma jornada de aventura, fantasia e coragem em busca de respostas e de sua identidade. Essa é a sinopse do filme-piloto do projeto Claun, de Felipe Bragança, que será exibido exclusivamente no cinema do IMS-RJ nos dias 7, 8 e 9 de junho (veja a programação abaixo). Na sexta, 7, após a exibição das 19h30, o filme será debatido em um bate-papo entre o realizador Felipe Bragança e o diretor de cinema Helvécio Marins.

Claun: os dias aventurosos de Ayana reúne os três primeiros capítulos de um projeto de experimentação transmídia que vai incluir uma web-série, um livro em quadrinhos e outras ações narrativas em torno no mesmo universo. “Claun, portanto, se fará nos próximos anos como um mapa simbólico e multi-narrativo, antes de tudo. E, como um mapa, poderá ser explorado para todos os lados e em diversas escalas. Porque Claun não é um filme apenas “lançado” na internet – não se trata apenas de experimentar uma forma de difusão de um filme. Claun é, desde sua gênese, um objeto sujo. Mistura de cinema e seriado, de Facebook e HQ”, explica o diretor no texto publicado no Blog do IMS: www.blogdoims.com.br. É também no Blog que os três capítulos iniciais da série ficarão disponíveis entre os dias 9 e 15 de junho.

Os “bate-bolas”, ou “clóvis”, são grupos de homens mascarados que ocupam as ruas do subúrbio carioca a cada carnaval, com fantasias que misturam a doçura da figura dos clowns com um imaginário de monstros e folclore brasileiro. Sua origem remonta ao carnaval do começo do século 20, quando grupos de homens mascarados saíam pelas ruas criando algazarra e desafiando a ordem pública e o carnaval da elite da época. Suas crenças e rituais retratam também uma mistura de referências católicas e do candomblé. Hoje, existem mais de 400 grupos de bate-bolas e clóvis no Rio de Janeiro, cada um deles tendo em média trinta componentes, o que dá a dimensão de cerca de 12.000 aficionados por essa tradição. Muitas vezes taxados como violentos e desordeiros, os grupos representam uma linhagem do carnaval carioca que resiste à hegemonia do “carnaval oficial” do Sambódromo. Mais informações sobre o filme em http://www.claun.com.br/

Programação:

Sexta | 7 de junho
19h30: Claun, os dias aventurosos de Ayana, de Felipe Bragança (Brasil, 2013. 69‘)
Projeto de aventura, experimentação e narrativa transmídia baseado na mitologia e nos rituais dos bate-bolas e clóvis do carnaval carioca que vai incluir uma web-série, um livro em quadrinhos e outros desdobramentos. O filme-piloto aqui apresentado reúne os três primeiros capítulos. Sessão seguida de debate com Felipe Bragança e Helvécio Marins.

SÁBADO | 8 de junho
14h30: Claun, os dias aventurosos de Ayana, de Felipe Bragança (Brasil, 2013. 69‘)

DOMINGO | 9 de junho
16h00: Claun, os dias aventurosos de Ayana, de Felipe Bragança (Brasil, 2013. 69‘)
Sessão com a presença do realiaador

Ingressos:

Claun, os dias aventurosos de Ayana: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP: 22451-040. Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559
De terça a domingo e feriados, das 11h às 20h.

Acesso a portadores de necessidades especiais
Estacionamento gratuito no local
Capacidade da sala: 113 lugares
Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala

O cinema do IMS funciona de terça a domingo.



FESTIVAL É GRATUITO, PATROCINADO PELO BANCO DO BRASIL E ACONTECE ATÉ 16 DE JUNHO NO RIO

Começa hoje o 20º Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo no Rio de Janeiro. A edição de 2013 inicia com a exibição do longa documentário “Calafate, zoológicos humanos” às 15h30m, na sala 2 do CCBB. Já a abertura da mostra em homenagem ao diretor argentino Eliseo Subiela será às 19h, com a primeira sessão exibindo “Hombre mirando al sudeste”. Subiela, presente na abertura, conversa com o público após o filme. Também no domingo, dia 9, após a exibição de “Paisajes devorados”, às 17h30m, o cineasta argentino bate um papo com o espectador.

Esse ano, 72 produções de países latino-americanos e da Península Ibérica competem no Cinesul 2013nas categorias ficção e documentário de longas, médias e curtas-metragens. São 16 longas-metragens e 56 curtas e médias-metragens nas mostras competitivas. Além da competitiva, 31 produções serão exibidas em duas mostras: Arte Cinesul e Cinesul Criança. O festival acontece até o dia 16 de junho no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM). O evento é gratuito e tem patrocínio do Banco do Brasil.

Programação para esta terça-feira (4 de junho):
CCBB Cinema 1
17h - Blackie: una vida en blanco y negro  107 min
De Alberto Ponce (2012) – longa documentário
Paloma Efron, mais conhecida como “Blackie”, foi uma das mulheres argentinas mais destacadas do século XX, principalmente pelas suas contribuições ao desenvolvimento da televisão. Poucos conhecem sua iniciação como cantora de jazz ou suas incursões no cinema e no teatro. Este documentário procura nos lembrar não só da imagem de uma jornalista singular mas do profissionalismo que manteve durante a sua longa trajetória, evocando-a através duma das suas habilidades mais destacadas: a conversação.

19h - Hombre mirando al sudeste  105min
Com Lorenzo Quinteros, Hugo Soto, Inés Vernengo (1988) – mostra Eliseo Subiela
Em um hospital psiquiátrico aparece um novo paciente que diz se chamar Rantés e que afirma ser um mensageiro de outro planeta que veio a investigar a "estupidez humana". O Dr. Julio Denis se mostra cético sobre essa história, mas Rantés irá entrando em sua vida, fazendo-lhe duvidar se realmente está louco, e, sutilmente, o obriga a questionar sua vida e profissão. Muitos prêmios, entre eles Prêmio da Crítica do Festival dos Festivais, de Toronto, Canadá.

CCBB Cinema 2
15h30 - Calafate, zoológicos humanos  96 min
De Hans Mülchi Bremer (2011) – longa documentário
No final do século XIX, quatro grupos originários do Fim do Mundo foram exibidos em "Zoológicos Humanos" da Europa, numa ação autorizada pelo governo chileno. Foram fotografados, e seus corpos medidos por científicos. Adoeceram de sarampo, varíola e sífilis; vários morreram. O historiador Christian Báez e o documentarista Hans Mülchi reconstituíram os episódios, viajando aos lugares de exibição e encontrando assombrosos descobrimentos.

17h30 - Florbela  119 min
De Vicente Alves do Ó (2012) – longa de ficção
Um retrato íntimo de Florbela Espanca: não de toda a sua vida cheia de sofrimento, mas de um momento no tempo, em busca de inspiração. Uma mulher que viveu de forma intensa e não conseguiu amar docemente.

Mostra Eliseo Subiela
Eliseo Subiela, diretor de cinema argentino conhecido por seu “realismo mágico”, será o homenageado desta edição do Cinesul. Com mais de 20 filmes no currículo, Subiela ganha mostra especial com seis títulos: “Hombre mirando al sudeste” (1988), “El lado oscuro del corazón” (1992), “No te mueras sin decirme adónde vas” (1995), “No mires para abajo” (2008), “Rehén de ilusiones” (2010) e “Paisajes devorados” (2012).

Eliseo Subiela inovou o cinema argentino ao mostrar em suas obras mundos mágicos e lendas, sem descuidar das questões filosóficas e traçar minucioso perfil psicológico dos personagens. Entre os temas tratados estão os de ordem universal, como é o caso do amor, da loucura, da morte e do espiritual. Com seu filme provocativo, metafísico, mágico e talentoso, conseguiu originalidade e genialidade necessárias para estar entre os melhores diretores que surgiram na Argentina. Programação da mostra abaixo.

Terça-feira (4 de junho)
CCBB Cinema 1
19h - Hombre mirando al sudeste  105min • Sessão de abertura com Eliseo Subiela
Com Lorenzo Quinteros, Hugo Soto, Inés Vernengo (1988)
Em um hospital psiquiátrico aparece um novo paciente que diz se chamar Rantés e que afirma ser um mensageiro de outro planeta que veio a investigar a "estupidez humana". O Dr. Julio Denis se mostra cético sobre essa história, mas Rantés irá entrando em sua vida, fazendo-lhe duvidar se realmente está louco, e, sutilmente, o obriga a questionar sua vida e profissão. Muitos prêmios, entre eles Prêmio da Crítica do Festival dos Festivais, de Toronto, Canadá.

Quarta-feira (5 de Junho)
CCBB Cinema 2
19h30 - El lado oscuro del corazón  127 min
Com Darío Grandinetti, Sandra Ballesteros, Nacha Guevara (1992)
Oliverio, um poeta "maldito", percorre Buenos Aires com seus amigos boêmios, perseguido pela Morte. Seu único desejo é encontrar à mulher dos seus sonhos, que o entenda e o faça voar. Ganhou diversos prêmios, entre eles o Festival de Filmes do Mundo, de Montreal, Canadá, em 1992.

Quinta-feira (6 de junho)
CCBB Cinema 2
19h30 - No te mueras sin decirme adónde vas  130 min
Com Darío Grandinetti, Mariana Arias, Oscar Martínez (1995)
Leopoldo, projecionista em uma sala de cinema de Buenos Aires, leva anos tentado construir uma máquina capaz de gravar os sonhos humanos. Um dia consegue gravar um no qual se apaixona por uma mulher que viveu 110 anos atrás. Pouco depois, conhece essa mulher na porta do cinema onde trabalha. Chama-se Raquel e diz que ambos levam anos reencarnando e virando amantes.

Sexta (7 de junho)
CCBB Cinema 2
19h30 - No mires para abajo  85 min

Com Leandro Stivelman, Antonella Costa, Hugo Arana (2008)



Eloy é um adolescente que trabalha junto a seus pais. Seu trabalho consiste em distribuir lápides e figuras ornamentais nas sepulturas. Ao morrer seu pai, Eloy ve o tempo se acelerar, o que o levará a madurar em um mundo hostil e alheio. No caminho conhece Beatriz, uma jovem andaluz que, mediante o aprendizado de certas práticas sexuais, lhe permitirá aceder a regiões desconhecidas de seu espírito e da realidade. O filme ganhou o prêmio Glauber Rocha de melhor filme latino-americano pelo público no Festival Internacional de Montreal em 2008, prêmio do público para melhor atriz e ator na Mostra de Cinema Ibero-americana de Madrid e melhor diretor no XIII Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, em 2008.

Sábado (8 de junho)
CCBB Cinema 2
19h30 - Rehén de ilusiones  80 min

Com Daniel Fanego, Romina Ricci, Atilio Pozzobon (2010)

Pablo é um escritor de 60 anos que, por acaso, encontra-se com Laura, uma ex-aluna que agora tem 35. Ela estava apaixonada por ele quando era seu professor, na faculdade. Agora irromperá na vida de Pablo de forma ousada e ardente, fazendo-lhe redescobrir sua sexualidade e permitindo a ilusão de voltar a sua juventude.

Domingo (9 de junho)
CCBB Cinema 2
17h30 - Paisajes devorados  75 min. Sessão seguida de debate com Eliseo Subiela
Com Fernando Birri, Luz Subiela, Juan Manuel López Baio, Araceli Sangronis (2012)
Três jovens se propõem realizar um filme sobre um suposto diretor de cinema que reside em uma clínica em Buenos Aires. O homem desapareceu do circuito cinematográfico depois que uma jovem atriz foi assassinada, nos anos 60.



A História do Cinesul
O Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2012 competiram 69 obras, sendo 17 longas-metragens - oito documentários e nove de ficção - e 52 médias e curtas-metragens - 23 documentários e 29 ficcionais – tendo sido exibidos cerca de 240 produções. Do Brasil foram 33 trabalhos, entre eles, duas coproduções uma com Portugal e uma com a Argentina. Os outros 36 foram de 12 países, sendo 13 da Espanha, seis da Argentina, três do México, dois de Cuba, dois da Venezuela, dois de Portugal, dois do Chile, dois da Colômbia, um do Equador, e três coproduções: El Salvador-México, Porto Rico-Espanha e México-Alemanha.

O filme português “A Vingança de uma mulher”, de Rita Azevedo Gomes, foi escolhido pelo júri oficial o melhor longa-metragem de ficção da 19ª edição do Cinesul. “Carta para o futuro” – uma coprodução entre Brasil, Portugal e Alemanha –, de Renato Martins; e “Maria en tierra de nadie”, de Marcela Zamora, coprodução de El Salvador e México dividiram o prêmio oficial de melhor documentário. Ainda nesta categoria, o espanhol “La Plaza”, de Adriano Morán, levou menção honrosa.
Na categoria Videosul – curtas e médias-metragens – o vencedor entre os filmes de ficção foi “Les Bessones del Carrer de Ponent”, da Espanha, dirigido por Marc Riba e Anna Solanas. Entre os documentários, o premiado foi “Diálogos”, filme brasileiro dirigido por Alice Riff. As menções honrosas na categoria ficção foram para “Nuvem”, de Basil da Cunha, uma coprodução Portugal/Suíça, e para o colombiano “Benjamín en Tecnicolor”, de Ángela Tobón Ospina e Juan David Gil Palacio. O brasileiro “Elogio da Graça”, de Joel Pizzini, ganhou menção honrosa na categoria documentário.

No voto popular, os vencedores foram a ficção “La Sublevacion”, coprodução Brasil/Argentina, de Raphael Geyer Aguinaga; e o documentário espanhol “Los Ojos de la Guerra”,  de Roberto Lozano Bruna. No Videosul foram premiados os brasileiros “Cárcere Privado”, de Oscar R. Júnior e Melissa Lipinski, e “Clementina de Jesus: Rainha Quelé”, de Werinton Kermes, nas categorias ficção e documentário, respectivamente.

O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e jornalista Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Serviço:
20º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo
De 4 a 16 de junho – Entrada franca
Locais:
CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Cinemateca do Museu de Arte Moderna - Av Infante Dom Henrique 85 – Parque do Flamengo
Classificação: 16 anos